Comportamento do consumidor: 57% dos brasileiros usam celular dentro de lojas físicas para comparar preços Pesquisa recente revela que a experiência de compra no varejo mudou drasticamente, com a maioria dos clientes recorrendo aos smartphones para buscar ofertas concorrentes sem sair do estabelecimento. A experiência de compra no comércio de rua e nos shopping centers brasileiros sofreu uma transformação profunda impulsionada pela tecnologia móvel, revelando um novo perfil de consumidor hiperconectado e exigente. Uma pesquisa recente aponta que 57% dos brasileiros utilizaram o telefone celular durante a sua última compra presencial, transformando o ato de ir à loja física em uma jornada digital simultânea. O levantamento detalha que essa movimentação dentro dos estabelecimentos não se resume ao uso de aplicativos de mensagens ou redes sociais, mas tem um foco comercial direto e imediato. Do total de entrevistados que manusearam os aparelhos durante as compras, 51% admitiram ter comparado os preços dos produtos que estavam vendo nas prateleiras com os valores praticados por outros varejistas na internet. Esse comportamento evidencia o fenômeno conhecido no setor como “showrooming”, prática em que o cliente usa a loja física apenas para avaliar o produto visual e tátil, mas conclui a pesquisa de viabilidade financeira no ambiente online. A facilidade de acesso à internet móvel e a proliferação de plataformas de e-commerce e comparadores de preço criaram um cenário onde o concorrente está literalmente dentro da loja, competindo pela atenção e pelo bolso do consumidor em tempo real. Para o setor varejista, essa nova realidade impõe desafios logísticos e estratégicos sem precedentes. Lojas físicas tradicionais precisam repensar suas margens de lucro, estratégias de precificação e o atendimento ao cliente, uma vez que a fidelidade à marca é constantemente testada pela concorrência digital a poucos cliques de distância. Os dados reforçam que a presença do smartphone nas mãos do comprador durante a jornada presencial já não é uma exceção, mas a regra que comanda o ritmo do mercado consumidor brasileiro atual.
Fonte: Economia SC







