Incêndio na Anjo Tintas em Criciúma: Sobe para 11 o número de vítimas e trabalhador tem 80% do corpo queimado Balanço divulgado pelo sindicato da categoria detalha que funcionário ferido gravemente realizava transferência de acetato no momento do acidente na Vila Macarini; empresa presta apoio aos atingidos. Subiu para 11 o total de trabalhadores afetados por problemas de saúde em decorrência do incêndio registrado na manhã de última segunda-feira (5), na unidade matriz da Anjo Tintas, localizada no bairro Vila Macarini, em Criciúma, no Sul catarinense. O novo balanço, que agrava o cenário da ocorrência, foi divulgado pela diretoria do Sindicato dos Trabalhadores nas Indústrias Plásticas, Químicas e Farmacêuticas de Criciúma e Região, entidade que acompanha de perto a situação dos profissionais desde o dia do acidente. Entre os atingidos, o caso mais grave é o de um funcionário de 27 anos, que sofreu queimaduras de terceiro grau em 80% do corpo e permanece hospitalizado. De acordo com os registros da Comunicação de Acidente de Trabalho (CAT) emitida pela empresa, o trabalhador executava uma operação de rotina que consistia na transferência de acetato de um tanque para um caminhão quando as chamas irromperam. Ele estava posicionado próximo ao veículo no momento em que foi alcançado pelo fogo. Após os primeiros atendimentos, o jovem foi transferido para o Hospital da Unimed, onde se encontra em estado estável, porém inconsciente. A equipe médica responsável pelo caso aguarda a evolução clínica do paciente para avaliar a viabilidade de uma nova transferência, desta vez para um centro hospitalar especializado no tratamento de grandes queimados situado no município de Lages, na serra catarinense. O levantamento sindical detalha ainda que, além do funcionário gravemente ferido, a ocorrência deixou outras consequências físicas e respiratórias em dez trabalhadores. Um funcionário terceirizado sofreu uma fratura em um dos pés durante a confusão instalada pelo sinistro, enquanto sete empregados — sendo cinco homens e duas mulheres com idades entre 19 e 32 anos — apresentaram afecções respiratórias em virtude da inalação de fumaça e gases tóxicos. Conforme as informações oficiais registradas nas CATs relativas a esse grupo, nenhum dos sete funcionários com problemas respiratórios precisou ser internado na rede hospitalar, mas todos receberam indicação médica de afastamento temporário de suas atividades profissionais rotineiras. O quadro se completa com o atendimento médico prestado a dois integrantes da Brigada de Incêndio da própria empresa, que atuaram diretamente no combate inicial às chamas e precisaram ser encaminhados para a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) do bairro Rio Maina. O presidente do sindicato, Carlos de Cordes, conhecido como Dé, declarou que a entidade colocou toda a sua estrutura jurídica e social à disposição da família do funcionário que luta pela recuperação no hospital. Segundo ele, os familiares já foram formalmente comunicados de que o sindicato prestará o suporte necessário durante este momento crítico. Em nota oficial distribuída à imprensa após o controle do fogo, a administração da Anjo Tintas informou que as equipes internas de emergência foram acionadas de maneira imediata assim que o foco teve início. A companhia reforçou que o trabalhador hospitalizado vem recebendo suporte integral e todos os cuidados médicos necessários, além de reiterar que presta assistência direta à família do profissional e apoio psicológico e estrutural aos demais colaboradores impactados pelo incidente. A empresa destacou também que está mobilizada e colaborando ativamente com as autoridades competentes para apurar com rigor as causas e as circunstâncias que provocaram o fogo na unidade matriz. As investigações técnicas deverão apontar os fatores que propiciaram o acidente durante a operação com o solvente químico.
Fonte: Sul in Foco







