Prisão em Siderópolis: mulher é detida após inventar tiro em cadela e sofrer acusação de maus-tratos Ação da Polícia Militar no Sul catarinense revelou que ferimento em animal era miíase, e tutora ainda recusou atendimento veterinário e resistiu à prisão. Uma ocorrência inicialmente atendida como disparos de arma de fogo contra um animal terminou na prisão da própria tutora na tarde desta segunda-feira, 5, no bairro Vila São Jorge, no município de Siderópolis, localizado no Sul de Santa Catarina. O caso, que mobilizou equipes de segurança e saúde, revelou uma denúncia falsa feita às autoridades e graves condições de vulnerabilidade e falta de higiene a que a cadela era submetida. Segundo informações divulgadas pela Polícia Militar, a guarnição foi acionada para se deslocar até a residência após a proprietária do animal, uma mulher de 42 anos, relatar que a cadela havia sido baleada. No entanto, ao chegarem ao endereço para averiguar os fatos, os agentes realizaram uma inspeção minuciosa no ferimento e constataram que a lesão não tinha relação com arma de fogo. De acordo com o relato policial, o ferimento era causado por miíase, uma condição parasitária popularmente conhecida como bicheira, caracterizada pela infestação de larvas de moscas em tecidos lesionados. Além de identificar a verdadeira causa da ferida, a equipe policial constatou que o local onde o animal vivia apresentava condições totalmente inadequadas de higiene e alojamento. Diante da situação constatada no local, a mulher foi orientada pelos policiais a providenciar atendimento veterinário com urgência para a cadela. Contudo, conforme os registros oficiais, ela se recusou a buscar ajuda profissional para o animal, o que levou a guarnição a configurar o cenário não apenas como indícios de crime de maus-tratos, mas também como comunicação falsa de crime, tipificada por acionar os órgãos de segurança com informações inverídicas. A situação escalou quando os policiais informaram a mulher sobre a voz de prisão. Segundo a corporação, ela desobedeceu diretamente à ordem legal e ingressou correndo para o interior da residência. Ainda de acordo com o boletim da Polícia Militar, já dentro do imóvel, a suspeita passou a fazer ameaças de atentar contra a própria vida, exigindo uma rápida mobilização de suporte especializado. Diante do risco iminente e do quadro apresentado, o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência foi acionado para prestar o suporte necessário à mulher. O Conselho Tutelar também participou da ocorrência para acompanhar os desdobramentos no local, enquanto a cadela foi recolhida pelo órgão municipal responsável pela proteção e bem-estar animal, garantindo que o bicho receba o tratamento médico adequado. Após o controle da situação e o atendimento pré-hospitalar, a mulher foi conduzida sob escolta policial até a Delegacia de Polícia Civil de Criciúma. Na unidade policial, foram realizados os procedimentos legais cabíveis ao caso, onde ela responderá perante as autoridades competentes pelas acusações registradas durante a ocorrência em Siderópolis.
Fonte: TNSul







