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“Vá pra Cuba que te pariu”, diz Hang para sindicalista que colocou bandeira em estátua da Havan em SC

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“Vá pra Cuba que te pariu”, diz Hang para sindicalista que colocou bandeira em estátua da Havan em SC

Luciano Hang xinga sindicalista após protesto contra escala 6×1 em estátua da Havan em Santa Catarina Empresário reagiu nas redes sociais a uma manifestação sindical que fixou bandeiras pelo fim da jornada de seis dias de trabalho por um de descanso em monumento localizado no Sul catarinense. Uma manifestação sindical realizada em Criciúma, no Sul de Santa Catarina, motivou uma forte reação pública do empresário Luciano Hang, dono da rede de lojas Havan, nesta semana. O ato, que teve como foco principal o protesto contra a escala de trabalho conhecida como 6×1, incluiu a fixação de uma bandeira na tradicional estátua da Havan localizada na cidade catarinense, gerando um embate virtual que repercutiu amplamente após um comentário do empresário no perfil do Instagram do Jornal Razão. O episódio começou quando sindicalistas e manifestantes se mobilizaram em Criciúma para cobrar o fim da escala 6×1, pauta que tem mobilizado debates em todo o país. Como parte da mobilização local, o grupo colocou uma bandeira alusiva ao movimento em um dos monumentos característicos da rede varejista na região. A ação visava chamar a atenção da opinião pública e de grandes empresários para as condições de trabalho enfrentadas por milhares de empregados no setor de comércio e serviços. A repercussão do protesto chegou até Luciano Hang através da publicação feita pelo Jornal Razão em sua conta oficial no Instagram. Ao comentar na postagem que noticiava o ato, o proprietário da Havan não poupou críticas aos organizadores e participantes da manifestação. Em resposta direta ao autor do protesto, Hang utilizou termos ofensivos e chamou o sindicalista de “vagabundo”, além de disparar a frase “Vá pra Cuba que te pariu”. Na mesma manifestação virtual, o empresário argumentou que a ação realizada no monumento da empresa configuraria crime, posicionando-se de forma contrária à forma como o protesto foi conduzido no município catarinense. A declaração rapidamente acumulou interações na rede social, dividindo opiniões entre seguidores do perfil e apoiadores das pautas sindicais, em meio a um cenário de acalorados debates políticos e trabalhistas no ambiente digital. A manifestação em Criciúma insere-se em um contexto nacional de crescentes discussões sobre a viabilidade e a justiça da jornada de trabalho no modelo 6×1, que obriga o funcionário a trabalhar seis dias seguidos para ter apenas um de folga semanal. Enquanto centrais sindicais e movimentos sociais intensificam a pressão por mudanças legislativas e melhores condições laborais, empresários e entidades patronal argumentam sobre os impactos econômicos de eventuais reduções na jornada para o setor produtivo brasileiro. Até o momento, não foram divulgadas informações oficiais sobre eventuais medidas judiciais que possam ser tomadas por parte da empresa em decorrência da invasão do monumento, tampouco houve um posicionamento formal detalhado por parte do sindicato responsável pelo ato em Criciúma a respeito dos insultos desferidos pelo empresário na internet. O espaço segue aberto para manifestações de ambas as partes envolvidas no caso que mobilizou a política e o cotidiano do Sul catarinense.

Fonte: Jornal Razão

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