Protesto em Criciúma: Sindicalista assume bandeira com crítica à escala de trabalho e rebate reações na Havan Ação organizada pelo Sindicato dos Mineiros de Criciúma gerou repercussão na região sul catarinense após exibição de faixa com os dizeres “Lula tetra” e críticas ao modelo de jornada de trabalho defendido por empresários locais. Um protesto realizado em frente a uma unidade da rede de lojas Havan, em Criciúma, no sul de Santa Catarina, ganhou repercussão nacional após um vídeo publicado nas redes sociais. A mobilização foi encabeçada pelo presidente do Sindicato dos Mineiros de Criciúma, Djonatan Elias, que assumiu publicamente a autoria da manifestação e rebateu críticas recebidas após o ato. No centro da polêmica esteve a exibição de uma bandeira com os dizeres “Lula tetra”, além de duras críticas direcionadas ao empresário Luciano Hang, dono da rede varejista. Durante a gravação divulgada na internet, o dirigente sindical justificou a iniciativa e utilizou expressões fortes para condenar o modelo de jornada adotado pelo setor, classificando-o como “escala vagabunda”. A manifestação chamou a atenção não apenas pelo teor político, mas também pela mobilização de forças de segurança. A Polícia Militar de Santa Catarina foi acionada e esteve presente no local para acompanhar o desenrolar do ato, momento em que a bandeira utilizada pelo grupo acabou sendo baixada. Apesar da intervenção policial e da repercussão negativa entre apoiadores do empresário, Djonatan Elias manteve a posição da entidade sindical. O líder dos mineiros defendeu o direito à livre manifestação e argumentou que o protesto teve como objetivo pautar os direitos trabalhistas e as condições de trabalho enfrentadas pela classe trabalhadora na região. O episódio evidencia o acirramento do debate político e sindical em Santa Catarina, colocando em rota de colisão lideranças sindicais de esquerda e figuras de projeção do empresariado nacional. Até o momento, a direção da rede Havan não emitiu um posicionamento oficial detalhado sobre o episódio ocorrido em Criciúma.
Fonte: Jornal Razão







