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Homem encontra móveis de casa alugada por aplicativo à venda em loja de Criciúma

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Homem encontra móveis de casa alugada por aplicativo à venda em loja de Criciúma

Casa alugada por aplicativo tem móveis levados e dono localiza pertences à venda em loja de Criciúma Polícia Militar recuperou itens no bairro Próspera após proprietário rastrear anúncios; comerciante afirmou ter pago R$ 3,8 mil pelos bens após locatária alegar venda do imóvel Uma locação temporária por meio de plataforma digital terminou em caso de polícia no município de Criciúma. Um homem de 40 anos teve uma surpresa desagradável ao constatar que os móveis e eletrodomésticos de sua residência haviam desaparecido logo após o término da estadia de uma hóspede. A situação tomou contornos ainda mais inusitados quando a própria vítima localizou seus pertences já expostos e anunciados à venda no comércio de itens usados da cidade. A ação rápida culminou na intervenção da Polícia Militar, que conseguiu recuperar a totalidade dos bens na manhã de sexta-feira, dia 25. O episódio mobilizou as forças de segurança locais e resultou no encaminhamento dos envolvidos para a delegacia para a formalização dos procedimentos legais cabíveis. O imóvel em questão fica localizado na Rua General Osvaldo Pinto da Veiga, situada no bairro Próspera, uma das regiões movimentadas de Criciúma. A casa havia sido disponibilizada pelo proprietário em uma plataforma on-line de hospedagem e acabou alugada para uma mulher de 34 anos. De acordo com os registros sobre o caso, a permanência da locatária transcorreu entre os dias 23 e 24 de setembro. O desfecho do contrato de curta duração, no entanto, não ocorreu dentro da normalidade esperada para esse tipo de serviço. Assim que a locatária encerrou o período contratado e desocupou o imóvel, o proprietário foi até a residência para verificar as condições do espaço. Ao entrar no local, ele deparou-se com os cômodos praticamente esvaziados, notando de imediato o sumiço de móveis e de diversos aparelhos eletrodomésticos essenciais que guarneciam a habitação. Diante do prejuízo inesperado, o homem iniciou buscas para tentar entender o paradeiro de seus pertences. A resposta veio pouco tempo depois, no próprio comércio local: ao verificar ofertas e divulgações de estabelecimentos especializados na revenda de produtos usados na cidade, a vítima identificou com clareza as peças que pertenciam à sua própria casa sendo anunciadas publicamente. Sem hesitar, o proprietário fez contato direto com a Polícia Militar para relatar o crime em andamento. Uma guarnição foi mobilizada e acompanhou a vítima até o endereço da loja indicada. No estabelecimento comercial, os policiais constataram a presença física dos objetos e confirmaram, juntamente com o denunciante, que todo o lote correspondia aos bens retirados da casa na Rua General Osvaldo Pinto da Veiga. Ao ser questionado pelos policiais militares sobre a origem daquele estoque, o responsável pela loja de usados apresentou a sua versão dos fatos. O comerciante confirmou ter recebido os móveis e aparelhos e relatou que efetuou a compra do lote completo pelo valor de R$ 3,8 mil. O pagamento teria sido feito diretamente à mulher de 34 anos que havia alugado o imóvel dias antes. Para justificar a transação rápida e a venda de tantos itens de uma só vez, a mulher teria criado uma narrativa que convenceu o comerciante no momento da negociação. De acordo com as declarações prestadas pelo proprietário do estabelecimento à polícia, a mulher afirmou ser a dona da residência e informou que havia acabado de vender a propriedade. Ela alegou ainda que o novo comprador não possuía nenhum interesse em manter a mobília existente, motivo pelo qual estaria repassando tudo por um valor atrativo para desocupar o espaço com urgência. A transação comercial, contudo, revelou-se fundamentada em fraude, uma vez que a mulher figurava apenas como locatária temporária e não detinha a posse legítima, muito menos o direito de negociar qualquer item que equipava a habitação alugada pelo aplicativo. Com a comprovação imediata da propriedade dos itens e a localização exata do material, os policiais militares efetuaram a apreensão formal dos objetos para garantir a restituição ao legítimo dono. Todos os envolvidos na ocorrência foram conduzidos pelas autoridades até a Delegacia de Polícia Civil de Criciúma. O caso foi oficialmente registrado pelas autoridades competentes sob a tipificação de receptação dolosa e recuperação de bens. A Polícia Civil passa agora a conduzir os desdobramentos da ocorrência para apurar individualmente a conduta dos envolvidos e dar andamento aos trâmites da investigação criminal.

Fonte: Sul in Foco

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