A presença de uma superbactéria resistente a antibióticos provocou a restrição no atendimento da Unidade de Terapia Intensiva (UTI) do Hospital Materno-Infantil Santa Catarina, em Criciúma. Diante do risco de contaminação e para conter a circulação do microrganismo, o centro de saúde adotou protocolos de isolamento e interrompeu temporariamente a admissão de novos leitos na ala.
Transferência de pacientes e contenção do surto
Com o bloqueio das vagas no setor neonatal e pediátrico, os pacientes que necessitam de cuidados intensivos estão sendo regulados e encaminhados para hospitais de outras cidades catarinenses. A medida visa proteger os recém-nascidos e crianças já internados, além de permitir uma desinfecção minuciosa das instalações.
As equipes de controle de infecção hospitalar atuam no monitoramento dos quadros clínicos para assegurar que os indivíduos sob atendimento recebam a terapia adequada, minimizando as chances de transmissão cruzada dentro da unidade.
O que é a bactéria KPC e quais são seus riscos
Identificada nas análises laboratoriais, a Klebsiella pneumoniae produtora de carbapenemase (KPC) é classificada como uma superbactéria por apresentar resistência à maioria dos antibióticos convencionais, inclusive aos medicamentos de uso hospitalar considerados de última linha.
Ambiente hospitalar e vulnerabilidade neonatal
Esse tipo de infecção representa um perigo elevado em setores como a UTI Neonatal, onde os pacientes possuem o sistema imunológico ainda em formação ou fragilizado por condições de prematuridade e patologias congênitas. O combate à proliferação exige barreira de contato rigorosa, esterilização intensiva e triagem permanente de casos suspeitos.
O fluxo de internação no hospital municipal deve retornar à normalidade após o cumprimento de todas as diretrizes sanitárias e a liberação técnica dos leitos pelas autoridades de vigilância epidemiológica de Santa Catarina.
Fonte: 4oito







