Moradores de Içara têm a oportunidade de integrar uma rede de proteção social voltada ao amparo temporário de crianças, adolescentes e jovens de até 18 anos que foram afastados do convívio familiar por determinação judicial. A mobilização faz parte do Serviço de Acolhimento em Família Acolhedora, iniciativa gerida pela Proteção Social Especial de Alta Complexidade da Secretaria de Assistência Social do município.
Quem está apto a participar da iniciativa?
Para se habilitar como um lar voluntário, o candidato deve atender a uma série de exigências estabelecidas pela legislação local. Entre os pré-requisitos obrigatórios, destacam-se:
- Idade mínima de 21 anos;
- Residência comprovada em Içara há, pelo menos, 12 meses;
- Aceite e concordância expressa de todos os membros que habitam a residência;
- Estabilidade financeira e espaço físico apropriado no imóvel para abrigar o acolhido;
- Ausência total de antecedentes criminais e de histórico de dependência química ou uso abusivo de álcool entre os moradores;
- Condições satisfatórias de saúde física e mental, atestadas por avaliação psicossocial favorável.
A aprovação definitiva só ocorre após entrevistas, vistorias e capacitação conduzidas pela equipe multidisciplinar do município, garantindo um ambiente plenamente seguro aos acolhidos.
Acolhimento temporário não se confunde com adoção
Um dos pontos cruciais do programa envolve a sua natureza transitória. O papel assumido não representa a formação de um vínculo familiar definitivo, funcionando apenas como uma ponte de suporte enquanto a Justiça e a rede assistencial acompanham cada caso para definir o retorno à família de origem ou outro encaminhamento legal.
Por determinação expressa do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e das diretrizes municipais, os voluntários não podem constar no cadastro nacional de adoção, tampouco manifestar o desejo de adotar os menores que receberem sob seus cuidados.
Rotina de cuidados e suporte especializado
Durante o período de permanência, que varia de acordo com cada processo, os guardiões temporários assumem o fornecimento de afeto, moradia, alimentação e proteção. As responsabilidades também englobam o acompanhamento da vida escolar e a atenção à saúde, incluindo a presença em consultas e tratamentos médicos.
Para assegurar o bem-estar tanto dos jovens quanto das famílias acolhedoras, profissionais especializados do serviço realizam monitoramento contínuo, prestando assistência técnica e psicossocial ao longo de toda a experiência.
Fonte: TNSul







