Eleições 2026: Paraíba elege o governador mais jovem do Brasil aos 37 anos Enquanto Lucas Ribeiro vence na Paraíba com 64,3% dos votos, urnas do primeiro turno também revelam extremos geracionais com Jorginho Mello em Santa Catarina e novas bancadas no Congresso. As urnas do primeiro turno das eleições realizadas neste domingo trouxeram um retrato marcante da renovação e da longevidade na política brasileira, destacando a Paraíba como o estado que elegeu o governador mais jovem do país. Lucas Ribeiro, do PP, garantiu a vitória com 64,3% dos votos válidos aos 37 anos, consolidando sua trajetória no Executivo estadual após assumir o Palácio da Redenção em 2026, em decorrência da renúncia do titular João Azevedo, de quem foi eleito vice-governador em 2022, acumulando ainda passagens anteriores pelos cargos de vereador e vice-prefeito de Campina Grande. No extremo oposto da faixa etária entre os chefes de Executivo estadual eleitos no pleito, o posto de governador mais velho ficou com Jorginho Mello, do PL, reeleito em Santa Catarina aos 70 anos de idade com uma expressiva votação de 68,98%. O político catarinense, que já atuou como deputado federal e senador da República, representa a continuidade da experiência legislativa no comando do estado sulista, demonstrando a diversidade de perfis escolhidos pelo eleitorado brasileiro neste ciclo eleitoral. O cenário de renovação geracional também se refletiu nas urnas para o Poder Legislativo federal, onde o pleito definiu os extremos de idade para o Senado Federal. Filipe Barros, filiado ao PL do Paraná, foi eleito o senador mais jovem do país aos 35 anos, conquistando 27,25% dos votos válidos, após uma trajetória que inclui mandatos como deputado federal e vereador de Londrina. Por sua vez, o senador mais velho a garantir uma cadeira no Congresso Nacional foi Julio César, conhecido como Julim do Lula, do PSD do Piauí, eleito aos 78 anos com ampla bagagem na vida pública. A trajetória de Julim do Lula inclui mandatos como deputado federal, além de passagens históricas pela administração municipal como prefeito de Guadalupe entre os anos de 1977 e 1986, retornando ao cargo de 1989 a 1991. O político piauiense também exerceu funções estratégicas na gestão pública, tendo atuado como secretário estadual de Agricultura do Piauí, diretor de Administração e Finanças da Companhia Nacional de Abastecimento e presidente da companhia de saneamento da capital Teresina, consolidando uma das carreiras mais longevas da política nacional em atividade. O mapeamento político do primeiro turno também revela a forte presença dos grandes partidos na configuração do poder regional, com legendas como PL, PSD, PT e Republicanos concentrando um total de 15 governadores já eleitos no país. Com o encerramento desta primeira etapa, a movimentação nos bastidores políticos ganha novo fôlego, com o início oficial da campanha eleitoral para o segundo turno marcado já para esta segunda-feira, período em que as alianças estaduais e as diretrizes partidárias começam a ser redesenhadas. Nesse contexto de negociações para a nova fase da disputa, lideranças nacionais e estaduais já começam a posicionar seus redutos, como demonstrado pelo posicionamento de figuras como Renan, que descartou apoio formal neste segundo turno, enquanto o PSD de Caiado optou por liberar suas bases estaduais para definir os rumos das alianças locais. Essas decisões impactam diretamente a reta final da corrida eleitoral, que definirá os governadores restantes e o equilíbrio de forças políticas nos estados para os próximos anos.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







