Eleições no Brasil: Trump elogia rapidez do TSE para criticar sistema eleitoral dos EUA Às vésperas das eleições de meio de mandato, ex-presidente americano classificou o processo de votação do próprio país como corrupto e destacou a agilidade na apuração brasileira. Às vésperas das eleições de meio de mandato nos Estados Unidos, o ex-presidente Donald Trump voltou a criticar o sistema eleitoral americano e surpreendeu ao citar o Brasil como exemplo de rapidez na divulgação dos resultados. O político republicano classificou o processo de votação dos Estados Unidos como “corrupto” durante um discurso em que destacou a agilidade com que o Tribunal Superior Eleitoral concluiu a apuração do primeiro turno no território brasileiro. A declaração ocorre em um momento de alta tensão política no cenário norte-americano, período em que debates sobre a segurança das urnas, a contagem de votos e a credibilidade do sistema democrático ganham força no país. Ao olhar para o exterior, Trump apontou para a experiência brasileira recente para reforçar suas críticas recorrentes à forma como as eleições são conduzidas em solo americano. Segundo o ex-presidente dos Estados Unidos, o modelo brasileiro demonstra eficiência e capacidade técnica ao processar e divulgar os votos de milhões de eleitores em poucas horas após o encerramento da votação. Para ele, a demora verificada historicamente na apuração de pleitos americanos contrasta com a rapidez observada no Brasil, fator que, na visão do republicano, deveria servir de reflexão sobre os gargalos estruturais da democracia nos Estados Unidos. A menção ao processo eleitoral brasileiro insere-se no contexto de discursos inflamados que antecedem a renovação do Congresso americano, momento decisivo para o equilíbrio de forças em Washington. A estratégia de questionar a lisura e a velocidade do sistema de votação tem sido uma marca registrada de lideranças conservadoras, que frequentemente buscam em modelos estrangeiros argumentos para defender reformas estruturais nas regras de votação e contagem de votos. Especialistas em ciência política e direito eleitoral apontam que comparações entre sistemas de diferentes países exigem cautela, uma vez que o modelo americano é altamente descentralizado, com regras que variam consideravelmente de um estado para outro. Em contrapartida, o Brasil opera sob uma arquitetura centralizada e totalmente eletrônica, gerida pelo Tribunal Superior Eleitoral, o que viabiliza a consolidação rápida de dados em âmbito nacional. As reações à fala de Trump dividem o espectro político americano, intensificando o debate sobre a confiança pública nas instituições democráticas. Enquanto aliados veem na crítica um alerta legítimo para modernizar os processos de apuração nos Estados Unidos, opositores argumentam que o uso de exemplos estrangeiros com viés político desestabiliza a percepção de lisura do pleito interno.
Fonte: Polícia SC







