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São Paulo segura Corinthians e é campeão brasileiro pela 1ª vez

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São Paulo segura Corinthians e é campeão brasileiro pela 1ª vez

São Paulo empata com o Corinthians no Morumbis e conquista o Campeonato Brasileiro de Futebol Feminino pela primeira vez Com gol inusitado, defesa de pênalti heroica e recorde sul-americano de público, Tricolor quebra hegemonia histórica do rival e levanta a taça da Série A1. O dia 3 de outubro de 2026 entrou definitivamente para a história do esporte nacional ao coroar o São Paulo como o novo campeão brasileiro de futebol feminino. Em uma decisão eletrizante disputada no Estádio do Morumbis, na capital paulista, o Tricolor segurou a pressão do arquirrival Corinthians e empatou em 1 a 1. Como havia vencido o jogo de ida da final, a equipe são-paulina sacramentou a conquista inédita da competição organizada pela Confederação Brasileira de Futebol, em partida transmitida ao vivo pela TV Brasil para todo o país. A conquista das Soberanas tem um peso histórico imenso por interromper uma era de soberania absoluta do Corinthians no cenário nacional. O clube alvinegro vinha de seis títulos consecutivos, acumulando sete conquistas nas últimas oito edições e alcançando sua décima final seguida no Campeonato Brasileiro A1. Mesmo com o revés na decisão, o domínio paulista no torneio foi estendido para a marca de dez anos consecutivos levantando a taça, sequência que agora inclui três troféus alvinegros para o Corinthians, além de títulos isolados de Santos, Ferroviária e, agora, do São Paulo. A festa no Morumbis foi coroada por um marco histórico para o futebol feminino sul-americano. Empurrado por sua torcida, o São Paulo estabeleceu um novo recorde de público para partidas entre clubes na América do Sul no modalidade, com exatamente 49.405 pessoas presentes no estádio. A marca superou o recorde anterior estabelecido na final de 2024, quando o próprio Corinthians levou mais de 44 mil torcedores à Neo Química Arena para conquistar o título justamente sobre o rival tricolor. Em campo, o confronto final começou com um roteiro eletrizante que relembrou o primeiro duelo da série decisiva, na Neo Química Arena, quando o Corinthians abriu o placar antes dos dez minutos e sofreu o empate antes dos vinte, permitindo a posterior virada são-paulina por 2 a 1. Neste sábado, no entanto, foi o São Paulo quem largou na frente logo aos dez minutos de jogo. A lateral Bia Menezes recebeu a bola pela esquerda e surpreendeu a todos, incluindo a goleira Nicole, ao arriscar um chute direto para o gol a partir de um ângulo desfavorável, inaugurando o marcador para as mandantes. Com a vantagem ampliada no placar agregado, a pressão passou a ser inteiramente do Corinthians, que precisava de uma virada para sonhar com o hepta. A oportunidade de reabilitação veio aos 18 minutos, beneficiada por uma falha na saída de bola são-paulina. Em um lançamento longo aparentemente inofensivo, a goleira Carlinha tentou o recuo de segurança, mas jogou a bola diretamente nos pés de Juliete, que aproveitou o desvio para igualar o marcador e recolocar o Timão na briga. O susto acordou o time tricolor, que chegou a balançar as redes novamente aos 23 minutos com a atacante Crivelari, em cabeceio certeiro, mas a arbitragem anulou o lance por posição de impedimento. O ritmo intenso seguiu até o apito do intervalo, mantendo a tensão nas arquibancadas e nos bancos de reservas. Na volta para o segundo tempo, o Corinthians adotou uma postura mais agressiva, adiantando suas linhas de marcação para sufocar a saída de bola do São Paulo no campo defensivo. A estratégia gerou erros na defesa tricolor e criou oportunidades claras para as Brabas. Jaqueline arriscou um chute perigoso de fora da área exigindo boa defesa de Carlinha, enquanto Jhonson recebeu livre no coração da defesa são-paulina dentro da área, mas acabou finalizando para fora, desperdiçando a chance da virada. O lance capital da partida aconteceu aos 20 minutos da etapa final, quando o VAR entrou em ação para alertar a arbitragem sobre uma infração dentro da área tricolor. Após cobrança de falta pelo lado direito, a defensora Robinha puxou Érika, resultando em pênalti assinalado para o Corinthians. A cobrança representava a chance exata de igualar o placar agregado da decisão e forçar a definição do título nas cobranças de penalidades máximas. Contudo, a meia Gabi Zanotti cobrou fraco e rasteiro no canto esquerdo, permitindo que a goleira Carlinha se redimisse do erro do primeiro tempo com uma defesa firme, sem dar rebote, mantendo o empate no placar e a vantagem são-paulina intacta. Com o alívio na defesa, a reta final da partida ganhou contornos de instabilidade, com ambas as equipes se lançando ao ataque em busca do gol da vitória em um jogo que se tornou mais aberto, embora sem a organização necessária para a criação de grandes chances de perigo real. O anúncio oficial do público presente no estádio trouxe o primeiro momento de êxtase coletivo para a torcida tricolor, celebrando a quebra do recorde continental de bilheteria. Após uma reta final dramática e tensa que ultrapassou os nove minutos de acréscimo determinados pela arbitragem, o apito final liberou o grito guardado pela torcida tricolor. O São Paulo garantiu o empate e a vitória no agregado para celebrar o seu primeiro e histórico título brasileiro de futebol feminino no gramado de um Morumbis lotado.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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