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Mãe e filha morrem de câncer em intervalo de 10 horas em SP sem saber da morte uma da outra, diz família

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Mãe e filha morrem de câncer em intervalo de 10 horas em SP sem saber da morte uma da outra, diz família

Mãe e filha morrem de câncer em intervalo de apenas 10 horas no interior de São Paulo e são sepultadas juntas Maria Elisabete, de 56 anos, e Cibele Marchis, de 28, enfrentavam diagnósticos diferentes da doença; segundo relatos da família, nenhuma das duas soube do falecimento da outra Uma sequência trágica e comovente marcou a despedida de mãe e filha no interior do estado de São Paulo. Diagnosticadas com tipos distintos de câncer, as duas não resistiram ao avanço da enfermidade e faleceram com uma diferença de apenas 10 horas. A dor provocada pela dupla perda ganhou um contorno ainda mais singular por conta de um detalhe doloroso compartilhado pelos parentes: nenhuma das duas soube da partida da outra antes de morrer. As vítimas são Maria Elisabete, de 56 anos, e Cibele Marchis, de 28 anos. Ambas vinham enfrentando rotinas intensas de cuidados para combater tumores diferentes. A batalha contra a doença, travada de maneira simultânea na mesma família, culminou em um desfecho que abalou profundamente parentes e pessoas próximas no município paulista de Mogi Guaçu, onde as duas foram sepultadas juntas. A perda quase simultânea de mãe e filha impôs à família um processo de luto imediato e duplicado. Segundo os relatos transmitidos pelos familiares, a decisão de não comunicar a primeira morte à outra paciente decorreu do delicado estado de saúde em que ambas se encontravam. A intenção era poupá-las de um sofrimento emocional devastador em seus momentos finais, permitindo que cada uma partisse sem a dor de saber do falecimento da outra. A curta distância de tempo entre os dois óbitos surpreendeu até mesmo aqueles que acompanhavam a evolução dos quadros clínicos. Em um intervalo de menos de meio dia, o núcleo familiar precisou lidar com o impacto sucessivo de duas perdas irreparáveis, organizando as despedidas de forma conjunta. O caso comoveu a comunidade de Mogi Guaçu, onde os corpos de Maria Elisabete e Cibele foram velados e enterrados lado a lado. O sepultamento compartilhado simbolizou a união de duas vidas que, além do laço biológico e afetivo de maternidade, compartilharam também a convivência com as exigências e os desgastes impostos pelo tratamento oncológico. O diagnóstico de câncer em mais de um membro de uma mesma família costuma sobrecarregar a estrutura emocional e a rotina dos lares. No caso de Maria Elisabete e Cibele, a convivência diária com a gravidade dos quadros clínicos exigia resiliência contínua dos familiares que atuavam como rede de apoio, dividindo-se entre os cuidados necessários para cada uma das pacientes. O desenlace repentino em um intervalo de dez horas encerrou a trajetória das duas mulheres, deixando amigos e familiares diante de uma despedida marcada pela consternação. O episódio em Mogi Guaçu permanece como um testemunho doloroso dos impactos do câncer, unindo mãe e filha até o último momento de suas histórias.

Fonte: Polícia SC

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