Em uma noite marcada pelo volume ofensivo estéril e forte cobrança das arquibancadas, o Criciúma acabou superado por 2 a 0 pelo Operário-PR, na noite desta terça-feira, no estádio Heriberto Hülse. A derrota no confronto válido pela 29ª rodada do Campeonato Brasileiro da Série B custou caro aos donos da casa, que despencaram para a sexta colocação na tabela, registrando sua posição mais baixa na competição desde a 11ª rodada.
Domínio sem pontaria e punição com a ‘lei do ex’
Desde o apito inicial, a postura da equipe comandada por Eduardo Baptista foi de imposição. Logo no primeiro minuto, Nicolas recebeu assistência de Jhonata Robert dentro da área, mas parou no bloqueio defensivo. As oportunidades se multiplicaram em finalizações de Marcelo Hermes, Fellipe Mateus e uma cabeçada livre de Waguininho, todas sem a direção da meta adversária. Aos 11 minutos, Jhonata Robert recuperou bola após erro de saída do rival e exigiu boa defesa do goleiro Vagner.
A pressão aumentou aos 19 minutos, quando Luciano Castán encontrou Nicolas livre para balançar as redes, mas o lance foi invalidado por impedimento confirmado pelo árbitro de vídeo (VAR). Pouco depois, Vagner voltou a salvar o Fantasma em chute de longa distância do camisa 10 carvoeiro e em tentativa à queima-roupa de Rodrigo sobre a linha.
O castigo pela ineficiência veio aos 37 minutos da etapa inicial. Em sua primeira descida consistente ao ataque, o Operário trocou passes com rapidez até a bola chegar a Caio Dantas. O atacante, com passagem anterior pelo clube catarinense, girou sobre César Martins e bateu rasteiro; com um desvio na marcação, a bola venceu o goleiro Airton para abrir o marcador.
A desvantagem gerou impaciência no público presente. Na saída para os vestiários, o centroavante Nicolas avaliou o cenário do jogo: “Descuido. No momento que estamos vivendo, não podemos ter. Pressionamos o primeiro tempo todo e não conseguimos finalizar, mas é ter cabeça fria e voltar para buscar o resultado no segundo tempo”.
Pressão desordenada e vaias no Heriberto Hülse
Buscando mais presença de área, a comissão técnica tricolor promoveu a entrada de Cauê Santos na vaga de Rodrigo para o segundo tempo, recuando Marcinho e deslocando Waguininho. O Tigre retornou pressionando, mas pecou no acabamento em cabeceio de Cauê Santos e em arremates perigosos de Jhonata Robert e Nicolas antes dos dez minutos.
Conforme o tempo passava, o Operário fechou as linhas e equilibrou o ritmo. A tensão aumentou aos 24 minutos, momento em que Eduardo Baptista substituiu Jhonata Robert por Otero, recebendo vaias imediatas e coros de protesto dos torcedores. Apesar de tentativas em bolas paradas com o meia venezuelano, o time da casa perdeu a lucidez na criação de jogadas.
O clima no Majestoso transformou-se em protesto aberto nos minutos derradeiros. Parte dos 7.968 torcedores presentes começou a deixar as arquibancadas aos 42 minutos entoando cantos de descontentamento contra o elenco. Para selar o resultado, aos 50 minutos, Maxwell recebeu lançamento na área e finalizou para o fundo da rede; após checagem das linhas do VAR por suposta posição irregular, o segundo gol paranaense foi validado, consolidando o 2 a 0 definitivo.
Ficha técnica do confronto
O duelo registrou um público de 7.968 espectadores e renda total de R$ 147.700,00. O trio de arbitragem de campo foi liderado por Lucas Guimarães Rechatiko Horn (RS), com auxílio de Eduardo Gonçalves da Cruz (MS) e Juarez de Mello Junior (RS), sob supervisão do árbitro de vídeo Adriano Barros Carneiro (MA).
Fonte: TNSul







