O descompasso entre o encarecimento das operações e a capacidade de atualizar valores cobrados aos clientes gera um aperto financeiro expressivo sobre o setor terciário. A grande maioria dos empreendimentos não consegue transferir a inflação de despesas para as tarifas finais.
Descompasso nos reajustes afeta a rentabilidade
Dados referentes a agosto mostram que 41% das empresas de serviços registraram elevação em seus custos operacionais. Por outro lado, a velocidade de atualização dos contratos não acompanhou esse ritmo: somente 16% das companhias conseguiram reajustar os preços cobrados pelo trabalho prestado.
Cenário desafiador para a preservação de margens
Essa discrepância ilustra a cautela das lideranças corporativas perante o risco de perder clientela ou reduzir a demanda caso promovam aumentos expressivos na tabela. Para evitar a perda de volume de vendas, muitas corporações optam por absorver os impactos orçamentários, o que comprime diretamente o lucro líquido.
Com margens mais estreitas, a manutenção da saúde financeira dessas organizações passa a exigir maior rigor administrativo, corte de gastos secundários e ganho de eficiência interna para atravessar o período de pressão orçamentária.
Fonte: Economia SC







