Brasil assume liderança global no ranking de juros reais e tem taxa mais alta do mundo Com patamar de 9,49% ao ano descontada a inflação, país encabeça levantamento internacional após decisão do Copom de manter a Selic estacionada em 13,75%. O Brasil conquistou o primeiro lugar no ranking mundial de juros reais, alcançando uma taxa de 9,49% ao ano já descontada a inflação, conforme aponta um levantamento internacional divulgado nesta fase econômica. A liderança isolada foi consolidada após a decisão do Comitê de Política Monetária do Banco Central, o Copom, de manter a taxa básica de juros, a Selic, estacionada no patamar de 13,75% ao ano. Essa política de aperto monetário prolongado, adotada para conter as pressões inflacionárias no país, coloca o mercado brasileiro em uma posição de destaque global no que diz respeito ao custo do dinheiro. Enquanto economias avançadas e emergentes lidam com os reflexos globais da inflação pós-pandemia, o cenário interno brasileiro se sobressai pela rigidez e pelo patamar elevado da remuneração dos títulos públicos. A permanência da Selic em dois dígitos encarece de forma significativa o crédito para empresas e consumidores em todo o território nacional. Na ponta final, o reflexo dessa taxa elevada chega diretamente ao bolso da população através do encarecimento de empréstimos bancários, financiamentos de veículos e imóveis, além das compras parceladas no comércio, que sentem a retração no consumo das famílias. Especialistas em economia apontam que o topo do ranking internacional evidencia o dilema enfrentado pela autoridade monetária brasileira entre o controle de preços e a manutenção do ritmo da atividade econômica. A prioridade dada ao combate à inflação tem mantido o custo de captação de recursos em níveis restritivos, afetando o planejamento financeiro tanto do setor produtivo quanto dos cidadãos que dependem de crédito para o custeio de despesas cotidianas. O levantamento que coloca o país no topo da lista internacional reúne dados comparativos de cerca de 20 nações monitoradas por analistas financeiros. Com a manutenção da taxa Selic pelo Copom, o cenário de juros reais elevados deve continuar ditando o ritmo da economia nacional, influenciando os investimentos produtivos e o comportamento do mercado de consumo nos próximos meses.
Fonte: Polícia SC







