Skate Street: Duda Ribeiro conquista a medalha de prata na Olimpíada da Juventude em Dacar Moradora de Maricá, skatista brasileira brilha na modalidade street, conta com incentivo de Rayssa Leal e consolida grande fase após ouro nos Jogos Sul-Americanos. A quinta-feira foi prateada para o esporte brasileiro na Olimpíada da Juventude, sediada em Dacar, no Senegal. A skatista Duda Ribeiro sagrou-se vice-campeã olímpica juvenil na modalidade skate street ao somar 138.28 pontos na grande final realizada no complexo Tour de l’Oeuf, na capital senegalesa. O topo do pódio ficou com a chinesa Zhu Yuanling, que faturou o ouro com 149.82 pontos, enquanto a medalha de bronze foi conquistada pela canadense Evie Pritchard, que registrou 137.79 pontos. Com o pódio alcançado pela skatista de Maricá, o Brasil chegou à sua terceira medalha nesta edição dos Jogos Olímpicos da Juventude, que reúnem cerca de 2.700 atletas de 207 países até o próximo dia 13 de novembro. A delegação nacional conta atualmente com 35 representantes em solo senegalês, sendo 22 nas disputas masculinas e 13 nas femininas. A prata de Duda se soma ao ouro histórico da judoca Clarisse Vallim e ao bronze da nadadora Ana Júlia Amaral. Visivelmente emocionada após a conquista, a atleta celebrou o desempenho na capital senegalesa e destacou o foco em suas manobras. Estou muito feliz e muito grata por ter acertado as minhas manobras e ter conseguido dar o meu melhor, declarou a skatista, que vive grande momento na carreira após ter conquistado a medalha de ouro no mês passado nos Jogos Sul-Americanos, disputados em Santa Fé, na Argentina. O caminho até a decisão em Dacar foi marcado por consistência e superioridade nas fases classificatórias. Duda garantiu a vaga na final após liderar a etapa preliminar com um somatório de 134.74 pontos. A brasileira se destacou logo na primeira das três voltas da classificatória ao cravar 62.21, sendo a única competidora de todo o grupo a ultrapassar a marca dos 50 pontos na ocasião. Durante a competição no Senegal, a adolescente contou com um suporte de peso e uma torcida ilustre. A skatista teve ao seu lado a medalhista olímpica Rayssa Leal, dona de pratas em Tóquio 2020 e bronzes em Paris 2024, que atua como embaixadora global dos Jogos Olímpicos da Juventude. A presença da estrela brasileira fez toda a diferença na preparação e no aspecto emocional da jovem atleta. A torcida sempre faz diferença quando estou na competição, comentou Duda, fazendo questão de agradecer publicamente o apoio recebido da compatriota. Ela me ajudou demais, ela me mandou mensagem, falou comigo. Eu sou muito grata por ela ter me ajudado, completou a medalhista de prata, ressaltando também a importância da energia vinda do público presente no complexo esportivo em Dacar. O feito ganha ainda mais relevância histórica e simbólica quando analisado o histórico recente da atleta no esporte. Segundo Rogério Manosa Mancha, consultor técnico da seleção brasileira de street, a trajetória de Duda reflete o impacto gerado pela inclusão da modalidade no programa olímpico. Ela está no ranking, buscando a vaga para a Olimpíada de Los Angeles e é muito curioso porque ela começou a andar de skate depois de ver o esporte em Tóquio. Então, assim, se analisar, se trata de uma atleta ganhando medalha de prata hoje, que nem sabia da existência do skate antes de Tóquio, isso é muito grande, pontuou o dirigente. A campanha brasileira nos Jogos Olímpicos da Juventude em Dacar tem sido marcada por pódios expressivos em diferentes modalidades desde o início do evento. A primeira medalha do país veio no último domingo, com a nadadora Ana Júlia Aguiar Amaral, de 17 anos. Ela faturou o bronze na prova dos 100 metros borboleta ao registrar o tempo de 1min00s49, ficando atrás apenas da russa Serafima Fokina, ouro com 59s81, e da romena Daria-Mariuca Silisteanu, prata com 1min00s31. Dois dias depois, na última terça-feira, a judoca carioca Clarisse Vallim, de 16 anos, conquistou o primeiro ouro do Brasil em solo senegalês. Única representante do judô brasileiro na competição, ela brilhou na categoria abaixo dos 78 quilos ao derrotar por ippon a russa Anastasiia Dobrovolskaia na grande final. Para chegar à decisão pelo ouro, a jovem judoca já havia superado outras duas adversárias pelo mesmo golpe: a kosovar Arba Hasanaj e a cubana Kayla Zorrilla.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







