Ministro pede prisão de PM após atropelamento de motociclista em Florianópolis Caso ocorreu na rodovia SC-403 durante comemoração eleitoral; vítima passou por cirurgias e Ministério da Justiça cobra rigor nas investigações das autoridades catarinenses. O ministro da Secretaria-Geral da Presidência da República, Guilherme Boulos, manifestou-se publicamente para exigir o afastamento imediato e a prisão de um policial militar de Santa Catarina envolvido no atropelamento de um motociclista de 24 anos. O incidente ocorreu na noite do último domingo, 25 de outubro, na rodovia SC-403, em Florianópolis, durante uma abordagem policial a pessoas que comemoravam o resultado das eleições presidenciais. A ocorrência ganhou repercussão nacional após a circulação de imagens nas redes sociais gravadas por testemunhas no local. Os registros mostram o momento em que a viatura da Polícia Militar Rodoviária atravessa o canteiro central da rodovia, ingressa na contramão da via e atinge frontalmente a motocicleta, arremessando o condutor violentamente ao solo. Diante da repercussão do caso, o ministro Guilherme Boulos utilizou suas redes sociais para repudiar a ação e cobrar punição severa aos agentes envolvidos. Na publicação, o titular da Secretaria-Geral da Presidência afirmou que os responsáveis precisarão responder judicialmente pelos atos praticados durante a abordagem na capital catarinense. Em decorrência do impacto da colisão, o jovem motociclista sofreu ferimentos graves e precisou ser socorrido às pressas. Ele foi encaminhado inicialmente para o Hospital Governador Celso Ramos, também em Florianópolis, onde deu entrada na emergência durante a madrugada da segunda-feira, dia 26, sob escolta policial. De acordo com boletim médico divulgado pela Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, a gravidade dos ferimentos exigiu a realização imediata de procedimentos cirúrgicos logo após a chegada da vítima à unidade hospitalar. O paciente encontra-se internado em recuperação em um quarto, mas ainda deverá passar por uma nova cirurgia ao longo da semana, sem previsão de alta médica até o momento. O caso também mobilizou o Governo Federal por meio de instâncias ligadas à segurança pública. O Ministério da Justiça e Segurança Pública informou oficialmente que acompanha o episódio com rigor e já expediu um ofício formal exigindo esclarecimentos imediatos da Polícia Militar, da Secretaria de Segurança Pública e do Ministério Público do Estado de Santa Catarina. A pasta federal destacou que os desdobramentos institucionais do atropelamento serão monitorados de perto pela Secretaria Nacional de Segurança Pública. Para isso, um grupo de trabalho específico foi instituído com a finalidade exclusiva de acompanhar as investigações e a apuração de responsabilidades em ocorrências dessa natureza. Por sua vez, a Polícia Militar de Santa Catarina emitiu uma nota oficial para se posicionar sobre a atuação da guarnição na noite do atropelamento. A corporação garantiu que todas as medidas administrativas cabíveis serão tomadas e que os fatos já foram formalmente encaminhados para apuração da Corregedoria do Comando de Polícia Militar Rodoviária. Na versão apresentada pela instituição policial, os agentes realizavam patrulhamento no domingo quando se depararam com diversos motociclistas executando manobras perigosas e conduzindo os veículos em desacordo com as normas de segurança viária. A corporação sustenta que a guarnição iniciou a intervenção operacional para conter um dos condutores flagrados nas práticas irregulares, momento em que ocorreu a colisão entre a motocicleta e a viatura da polícia.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







