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Outubro Rosa: ação do Governo do Estado garante reconstrução mamária a 10 pacientes do Cepon 

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Outubro Rosa: ação do Governo do Estado garante reconstrução mamária a 10 pacientes do Cepon 

Outubro Rosa: Mutirão no Cepon garante reconstrução mamária a pacientes do SUS em Santa Catarina Ação do Governo do Estado realizada durante o VII Workshop e Mutirão de Reconstrução Mamária zerou a espera de 10 mulheres que aguardavam pelo procedimento no Sistema de Regulação, devolvendo dignidade e qualidade de vida durante o tratamento oncológico. O tratamento do câncer de mama vai muito além dos procedimentos clínicos tradicionais e envolve cicatrizes profundas na autoimagem, na segurança emocional e na relação das mulheres com o próprio corpo. Como parte das ações estratégicas do Governo do Estado para o Outubro Rosa, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon), em Florianópolis, realizou a reconstrução mamária em 10 pacientes que aguardavam pelo procedimento no Sistema de Regulação (Sisreg). A iniciativa integrou a programação do VII Workshop e Mutirão de Reconstrução Mamária, mobilizando equipes médicas em cerca de 40 horas de centro cirúrgico ao longo de três dias de intensa atividade. De acordo com o secretário de Estado da Saúde, Diogo Demarchi, a ampliação do acesso a esse tipo de cirurgia plástica reparadora pelo Sistema Único de Saúde (SUS) é uma diretriz prioritária da gestão do governador Jorginho Mello desde 2023. O secretário ressalta que o procedimento é considerado parte fundamental da assistência integral oferecida às catarinenses que enfrentam a neoplasia mamária. Com a aplicação de recursos estaduais, o objetivo é fortalecer a capacidade de atendimento da rede hospitalar pública catarinense, avançar na redução das filas de espera e assegurar que um número cada vez maior de pacientes tenha acesso a esse cuidado humanizado. Para as mulheres atendidas, o impacto da iniciativa reflete diretamente nas possibilidades de superação durante uma jornada marcada por desafios e incertezas. Aos 53 anos, a cabeleireira Luciane Magalhães de Lima descobriu um nódulo mamário no final de março deste ano. Após perceber uma alteração física, ela passou por uma rápida bateria de exames que confirmou a doença em apenas uma semana, dando início imediato ao tratamento quimioterápico e, posteriormente, à cirurgia no Cepon. Encaminhada para a etapa reparadora, Luciane destaca que a reconstrução tem um significado que transcende o aspecto físico. Em meio às sessões de quimioterapia, recuperar parte da harmonia corporal ajuda a atenuar o desgaste emocional provocado pela doença. Para ela, sentir-se acolhida pelos profissionais faz toda a diferença para manter a firmeza no tratamento, optando por seguir estritamente as orientações médicas repassadas pela equipe de saúde em vez de buscar respostas incertas na internet. A mesma sensação de amparo foi vivenciada pela produtora cultural Giuliana Corrêa Marsiglia, de 48 anos. Após notar uma secreção em uma das mamas e realizar exames de acompanhamento, Giuliana recebeu o diagnóstico de um nódulo que exigiu biópsia e intervenção cirúrgica rápida. Em acompanhamento no Cepon desde setembro, ela relata a emoção de conseguir realizar a reconstrução pelo SUS com agilidade e sensibilidade. O diagnóstico trouxe mudanças profundas em suas prioridades e inseguranças, mas o suporte da equipe médica permitiu que ela encontrasse o equilíbrio necessário para focar na recuperação. Do ponto de vista técnico e médico, o balanço da mobilização foi avaliado como extremamente positivo pelo coordenador do Serviço de Mastologia e Reconstrução Mamária do Cepon e presidente da Sociedade Brasileira de Mastologia na Regional Santa Catarina, Carlos Gustavo Crippa. O especialista detalha que o mutirão conseguiu abranger múltiplos casos em tempo recorde, com a realização de diversas cirurgias bilaterais que contemplaram pacientes que esperavam há bastante tempo pela continuidade do processo reparador. O médico reforça que a reconstrução mamária não deve ser tratada como um mero detalhe estético, mas sim como um componente indissociável da assistência oncológica moderna. O objetivo central do tratamento, segundo o especialista, não se resume apenas à cura clínica da doença, mas também a devolver a esperança, a dignidade, a autonomia e a plena reintegração da mulher ao convívio com sua família e com a sociedade. A iniciativa reforça a importância de um olhar humanizado e integral no atendimento oncológico público, considerando que os impactos emocionais e estéticos do câncer exigem respostas rápidas e estruturadas por parte do Estado. O diagnóstico precoce, somado a intervenções ágeis, amplia de forma significativa as alternativas terapêuticas e favorece processos de recuperação menos complexos. O Cepon opera como uma unidade vinculada à Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina, sob a gestão da FAHECE, prestando serviços de excelência em oncologia exclusivamente por meio do SUS.

Fonte: noticias sc

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