Obras da Barragem de Botuverá são autorizadas para proteger Vale do Itajaí contra enchentes Com investimento de R$ 162,8 milhões, estrutura inédita construída pelo Governo de Santa Catarina no Rio Itajaí-Mirim busca mitigar cheias históricas e beneficiar mais de 450 mil moradores. O Governo de Santa Catarina deu um passo considerado histórico na prevenção de desastres naturais ao assinar, nesta quinta-feira (22), a ordem de serviço para a construção da Barragem de Botuverá, localizada no Vale do Itajaí. A iniciativa representa a primeira estrutura de contenção de cheias erguida diretamente pelo Estado e faz parte do Plano Estadual de Prevenção às Enchentes, unindo aporte financeiro robusto e novas estratégias de segurança hídrica para a região. O projeto, orçado em R$ 162,8 milhões, será implantado no bairro Barra da Areia, no município de Botuverá, com o objetivo principal de controlar as vazões do Rio Itajaí-Mirim e reduzir drasticamente os picos de cheia que historicamente afetam a calha do rio. A infraestrutura terá 40,8 metros de altura física, 124 metros de extensão de crista e capacidade para armazenar até 20,2 milhões de metros cúbicos de água, criando uma barreira de retenção estratégica. Durante o ato de assinatura, o governador Jorginho Mello destacou a relevância do empreendimento para as atuais e futuras gerações de catarinenses. Segundo o chefe do Executivo estadual, a obra materializa um compromisso de gestão voltado para a segurança e para o planejamento de longo prazo, saindo finalmente do papel para se integrar de vez ao cotidiano de proteção da população do estado. Os benefícios diretos da barragem alcançarão principalmente os municípios situados a jusante da estrutura, beneficiando as populações de Botuverá, Brusque e Itajaí. Juntas, essas três cidades somam mais de 450 mil habitantes cuja dinâmica socioeconômica e urbana é frequentemente ameaçada pelos transbordamentos repentinos do manancial durante períodos de chuvas intensas. Para garantir a eficácia no controle das águas, o projeto prevê a instalação de duas comportas de vazão, com capacidade individual de liberar até 250 metros cúbicos de água por segundo. Esse sistema operacional permitirá que a Defesa Civil gerencie o volume retido com maior precisão, atenuando os impactos das cheias nas áreas urbanas e rurais situadas ao longo do vale. O secretário de Estado da Proteção e Defesa Civil, Fabiano de Souza, ressaltou que a obra representa um marco na mudança de postura institucional em relação aos desastres climáticos, enfatizando que a prevenção consiste em agir antes que a emergência se instale. A nova barragem vai atuar de forma integrada com as ferramentas já existentes de monitoramento meteorológico e hidrológico, emissão antecipada de alertas e preparação logística dos municípios. A execução dos trabalhos ficará a cargo do Consórcio Construtor Botuverá, vencedor do processo licitatório realizado por meio de concorrência eletrônica e homologado pelo governo catarinense. O contrato estabelece um prazo total de vigência de 28 meses, divididos entre a fase inicial de quatro meses dedicada à elaboração e revisão do projeto executivo e o período subsequente de 24 meses voltado inteiramente para as operações de engenharia pesada. Com a inserção da Barragem de Botuverá no sistema de proteção estadual, o governo busca consolidar uma rede de mitigação de riscos hidrológicos que combine engenharia estruturante com capilaridade na gestão de emergências. A estrutura soma-se aos demais programas da Defesa Civil voltados para a resiliência urbana, visando blindar a região do Vale do Itajaí contra os prejuízos recorrentes provocados pelas tempestades severas.
Fonte: noticias sc







