Caso de influenciadora que disparou arma de fogo em Joinville ganha novos capítulos judiciais com foco na atuação da defesa e reação a ameaças virtuais Defesa da influenciadora Taís Ferreira da Silva alega que repercussão digital ultrapassou limites legais e aponta que medidas técnicas foram solicitadas à Polícia Civil para esclarecer o contexto do disparo. A defesa da influenciadora Taís Ferreira da Silva, envolvida em uma ocorrência na qual efetuou um disparo de arma de fogo para conter latidos de um cachorro em Joinville, Santa Catarina, afirmou publicamente que a internet não é uma terra sem lei e que vai responsabilizar judicialmente quem realizar ameaças contra a segurança de sua família. O posicionamento jurídico foi divulgado após a intensa repercussão do caso nas redes sociais, que gerou debates acalorados sobre o uso de armas e a convivência urbana na cidade catarinense. De acordo com o advogado responsável pela defesa de Taís Ferreira da Silva, já foi formalizado junto à Polícia Civil um pedido técnico para a realização de perícias específicas. A solicitação inclui a medição exata da distância entre os locais envolvidos e a aferição dos decibéis do barulho gerado pelo animal nas imagens que registraram a ocorrência. A estratégia da defesa busca detalhar o cenário do incidente que motivou a ação da influenciadora, investigada pelas autoridades policiais pelas circunstâncias do tiro disparado na área residencial. Além de acompanhar os desdobramentos da investigação criminal sobre o disparo, a equipe jurídica destacou que o ecossistema digital tem sido palco de reações desproporcionais. Conforme alega a defesa, perfis e usuários que ultrapassaram a linha da liberdade de expressão e passaram a enviar ameaças diretas à integridade física da influenciadora e de seus familiares serão identificados e responsabilizados na Justiça. A avaliação é de que o linchamento virtual e a intimidação não encontram respaldo no ordenamento jurídico brasileiro. O caso segue sob apuração da Polícia Civil de Santa Catarina, que analisa os elementos probatórios apresentados tanto pelas investigações preliminares quanto pelas manifestações da defesa. Enquanto os laudos técnicos solicitados pelos advogados não são concluidos e anexados aos autos, o inquérito continua tramitando para esclarecer todas as responsabilidades civis e criminais decorrentes do episódio que mobilizou a opinião pública e os órgãos de segurança no estado.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







