Fim da escala 6×1: Bares e restaurantes apostam em PEC do Trabalho Flexível e alertam que a conta chegará ao cidadão Setor de alimentação fora do lar teme que o fim da jornada tradicional provoque um apagão de mão de obra e a precarização dos serviços prestados aos consumidores em todo o país. O setor de bares e restaurantes brasileiro intensificou a busca por alternativas legislativas para mitigar os impactos econômicos decorrentes do debate sobre o fim da escala de trabalho 6×1, apostando na Proposta de Emenda à Constituição (PEC) do Trabalho Flexível como principal ferramenta de adaptação. A discussão, que ganha força no cenário nacional e mobiliza empresários, trabalhadores e parlamentares, gera forte preocupação entre os empreendedores quanto ao risco de um apagão de mão de obra e à consequente precarização dos serviços oferecidos à população, cenário que, segundo o segmento, deve refletir diretamente no bolso do consumidor final. A apreensão das entidades representativas do setor gira em torno da necessidade de manter os estabelecimentos em funcionamento durante os finais de semana e feriados, períodos de maior faturamento para o comércio de alimentação fora do lar. Com a eventual proibição ou restrição severa da escala 6×1, os empresários argumentam que a gestão de turnos se tornará inviável sem o respaldo de novas modalidades de contratação e flexibilização da jornada, o que motivou a corrida política em defesa da PEC do Trabalho Flexível como um mecanismo de equilíbrio regulatório. Nos bastidores do setor produtivo, a avaliação unânime é de que o modelo atual de escala precisa de evolução, mas a transição proposta sem a devida flexibilização poderá asfixiar pequenos e médios negócios, que já operam com margens estreitas de lucro. Representantes de bares e restaurantes alertam que a obrigatoriedade de contratações em massa para cobrir os dias de folga, sem o correspondente aumento de produtividade ou flexibilidade legal, elevará exponencialmente os custos operacionais das empresas. Essa alta inevitável nos custos de produção, insumos e encargos trabalhistas deverá ser absorvida pelo mercado, resultando em reajustes generalizados nos preços de cardápios, produtos e serviços em bares, lanchonetes e restaurantes de todas as regiões. Para os empresários, a máxima de que a conta chegará ao cidadão sintetiza o impacto inflacionário e a perda de poder de compra que o consumidor final enfrentará no dia a dia. Além do impacto financeiro direto, o setor teme que a rigidez nas leis trabalhistas, caso não seja acompanhada pela flexibilização pretendida na PEC, resulte em um apagão de mão de obra qualificada e na informalidade. Muitos estabelecimentos já enfrentam dificuldades crônicas para preencher vagas, e novas restrições legais podem empurrar parte dos trabalhadores para a informalidade, além de forçar a redução de horários de atendimento, o corte de postos de trabalho e a queda na qualidade do atendimento ao público. Enquanto o debate legislativo avança em Brasília e mobiliza a opinião pública nas redes sociais e nos meios de comunicação, o empresariado do setor de serviços segue pressionando por um diálogo amplo que harmonize a valorização do trabalhador com a sustentabilidade econômica dos negócios. A aposta na PEC do Trabalho Flexível surge, portanto, como a principal bandeira de defesa para evitar o fechamento de portas em massa e garantir a sobrevivência de um dos setores que mais empregam no Brasil.
Fonte: Polícia SC







