Queimadas no Amazonas: Governo federal envia aviões da FAB para força-tarefa contra incêndios Com alta de 271% nos focos de fogo em outubro e Manaus sob forte poluição, operação recebe reforço aéreo e equipes especializadas de São Paulo. Diante de uma explosão de 271% nos focos de calor e do agravamento da qualidade do ar em Manaus, o governo federal mobilizou uma força-tarefa de emergência para conter os incêndios florestais que atingem o estado do Amazonas. A operação, que ganha corpo neste fim de semana, conta com o envio de dois grandes aviões de transporte e combate a incêndios da Força Aérea Brasileira (FAB), além da chegada de brigadistas e equipes especializadas vindas de outros estados para reforçar o trabalho de contenção das chamas. O avanço rápido das frentes de fogo levou o Ministério da Integração e do Desenvolvimento Regional a reconhecer, em caráter sumário, a situação de emergência decretada pelo governador Roberto Cidade em 36 municípios amazonenses. A formalização do decreto é a etapa jurídica indispensável para destravar a liberação de recursos federais voltados ao enfrentamento direto da crise ambiental e humanitária que afeta a região norte do país. Como parte central do reforço logístico, dois aviões KC-390 da FAB foram deslocados para a região metropolitana de Manaus, com operações de combate previstas para começar na segunda-feira. A frota aérea federal na região já conta com quatro aeronaves do modelo Air Tractor e dois helicópteros, formando um bolsão de resposta rápida para atingir áreas de difícil acesso na floresta. O ministro da Integração e do Desenvolvimento Regional, Waldez Góes, desembarcou no Amazonas para coordenar pessoalmente as frentes de atuação e sobrevoar as zonas mais críticas afetadas pelo fogo. Durante reuniões com autoridades locais, o ministro assegurou que o Executivo federal não poupará meios para debelar a crise, garantindo a disponibilidade integral de equipamentos, veículos e contingente humano. A estrutura de solo também foi ampliada com a chegada de 290 brigadistas federais que já operam nos municípios afetados. A eles se somam 30 profissionais enviados pelo governo de São Paulo, sendo 25 bombeiros militares e cinco integrantes da Defesa Civil paulista, que embarcaram com equipamentos e insumos específicos para apoiar a proteção da população e do meio ambiente. Os dados do Painel do Fogo do Centro Gestor e Operacional do Sistema de Proteção da Amazônia ilustram a gravidade do cenário, registrando 1.380 focos de incêndio entre os dias 1º e 10 de outubro, frente aos 372 contabilizados no mesmo período do ano passado. A maior parte das ocorrências concentra-se em áreas públicas, com registros expressivos também em assentamentos federais, terras indígenas e unidades de conservação, sendo que ao menos 174 focos foram diretamente associados a práticas de desmatamento. Para estruturar o combate contínuo, o governo federal repassou ao longo de 2024 cerca de R$ 45 milhões ao Amazonas por meio do projeto ProAmazon, dos quais R$ 34,7 milhões já foram aplicados na compra de viaturas, equipamentos de segurança e estruturação de bases operacionais, restando aproximadamente R$ 10 milhões disponíveis. Historicamente, nos últimos três anos, o estado recebeu mais de R$ 372 milhões para ações de socorro, assistência humanitária e restabelecimento de serviços essenciais. Durante encontro na sede da Superintendência da Zona Franca de Manaus, o governador Roberto Cidade ponderou que a densa fumaça que encobre a capital e outras regiões não decorre exclusivamente de ocorrências internas. Segundo o chefe do Executivo estadual, focos de calor ativos em outras unidades da Federação também são transportados pelas correntes de ar, agravando os índices de poluição atmosférica e exigindo uma articulação regional integrada entre diferentes governos para mitigar os impactos na saúde pública.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







