Dejetos de Suínos e Bovinos Viram Biogás e Geram Nova Fonte de Renda no Campo em Santa Catarina Aproveitamento de resíduos agropecuários para geração de biometano e biofertilizantes fortalece a economia rural e reduz passivos ambientais no estado. A destinação sustentável de resíduos da pecuária está transformando o cenário produtivo em Santa Catarina ao converter dejetos de suínos e bovinos em fontes diretas de energia e receita. Por meio do tratamento adequado desses materiais, produtores rurais do estado impulsionam a geração de biogás, biometano e biofertilizantes, movimentando a economia do agronegócio e fortalecendo modelos de cooperação regional. A conversão do que antes representava um desafio de descarte em insumos de alto valor agregado reflete uma mudança estrutural no manejo das propriedades. O processo reaproveita a matéria orgânica gerada diariamente nas granjas e estábulos, mitigando expressivamente os impactos sobre o solo e os mananciais hídricos locais. Além do biogás tradicional, direcionado com frequência ao fornecimento de energia térmica e elétrica para as próprias instalações, a modernização dos sistemas viabiliza o refino do combustível em biometano. Esse produto substitui combustíveis fósseis em frotas e maquinários, enquanto o subproduto restante do processo é reinserido nas lavouras como biofertilizante natural. A iniciativa reduz diretamente as despesas das propriedades com adubos industriais e tarifas de energia elétrica, aliviando os custos de produção no campo. Ao mesmo tempo, o excedente energético desponta como uma oportunidade real de comercialização e diversificação dos rendimentos rurais. O movimento também se consolida por meio da cooperação entre criadores, viabilizando estruturas conjuntas para o tratamento de resíduos em regiões onde a suinocultura e a bovinocultura são intensivas. O modelo integrado permite que pequenos e médios produtores alcancem escala tecnológica de forma compartilhada. No âmbito sanitário, o controle e o tratamento correto dos efluentes minimizam a emissão de odores, previnem a proliferação de vetores e garantem maior segurança biológica ao ambiente produtivo. Com a prática, Santa Catarina reforça a circularidade econômica, unindo preservação ambiental e eficiência no campo.
Fonte: Polícia SC







