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PF desmente Veja; Padilha aciona Justiça sobre fake news contra Lula

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PF desmente Veja; Padilha aciona Justiça sobre fake news contra Lula

PF desmente Veja: Alexandre Padilha aciona Justiça após fake news sobre Lula e Vorcaro Minist ministro da Saúde cobra direito de resposta na Justiça, enquanto Polícia Federal e defesa do ex-banqueiro desmentem suposto depoimento e juristas pedem perícia em áudio suspeito divulgado no período eleitoral. Representado por membros da Advocacia-Geral da União (AGU), o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, notificou extrajudicialmente a revista Veja, pertencente à editora Abril, para exigir a publicação de direito de resposta após a veiculação de uma reportagem que associava falsamente o presidente Luiz Inácio Lula da Silva a um suposto financiamento ilegal de campanha. A ação judicial e as contestações oficiais ocorrem a poucos dias do segundo turno das eleições presidenciais, em um cenário de intensificação do combate à desinformação no webjornalismo político brasileiro. A ofensiva jurídica foi desencadeada por uma matéria publicada pela revista na última sexta-feira, que alegava a existência de um depoimento do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. Segundo a publicação, Vorcaro teria afirmado em oitiva que liberou recursos financeiros para a produção de um filme sobre Lula em troca de supostos favores e negócios no âmbito do governo federal. A narrativa, no entanto, foi prontamente desqualificada pelas autoridades competentes. Em nota oficial emitida logo após a repercussão da notícia, a Polícia Federal foi taxativa ao negar o conteúdo veiculado pela imprensa, esclarecendo que Daniel Vorcaro não prestou qualquer depoimento com o teor relatado pela reportagem, tampouco entregou à instituição documentos, anexos ou informações que corroborassem a versão apresentada. A notificação extrajudicial enviada à editora reforça que as alegações que tentam vincular o presidente da República e o ministro Alexandre Padilha a repasses financeiros irregulares são completamente falsas, juridicamente nulas e desprovidas de qualquer embasamento probatório. O documento oficial reúne manifestações não apenas da Polícia Federal, mas também da Procuradoria-Geral da União e da própria defesa técnica do ex-banqueiro, desmontando peça por peça a versão impressa e digital veiculada pelo veículo de comunicação. Em declaração concedida à Agência Brasil, o advogado de Daniel Vorcaro, Daniel Bialski, corroborou a fragilidade das informações publicadas ao afirmar que não tem conhecimento de qualquer financiamento desse tipo. Embora tenha esclarecido que não integrava a defesa do ex-banqueiro no período em que eventuais propostas de colaboração foram apresentadas, Bialski garantiu categoricamente que não houve nenhum novo depoimento prestado à Polícia Federal ou a qualquer outra autoridade pública que tratasse do tema em questão. O defensor acrescentou ainda que não teve acesso a nenhum documento comprobatório referente a tal suposto patrocínio e enfatizou que seu cliente jamais mencionou o assunto em suas conversas profissionais. Além da investida jurídica liderada pela Advocacia-Geral da União, o episódio ganhou novos contornos com a entrada de juristas no debate público sobre a integridade da informação eleitoral. O grupo Prerrogativas, formado por advogados e juristas do campo progressista, protocolou um pedido formal para que a Polícia Federal realize uma perícia técnica aprofundada em um áudio divulgado pela revista Veja a dezesseis dias do segundo turno das eleições presidenciais, material que também tentava implicar o presidente Lula no escândalo fabricado. Na representação encaminhada às autoridades policiais, o coletivo jurídica levantou sérias suspeitas de que a gravação sonora possa ter sido adulterada mediante montagens de trechos isolados ou até mesmo com o uso de tecnologias de inteligência artificial voltadas à síntese de voz, com o objetivo deliberado de interferir no pleito eleitoral. O grupo Prerrogativas destacou que a gravação em questão carece de dados fundamentais de contexto, tais como a data exata da captação, o local onde teria ocorrido e as circunstâncias em que o diálogo foi gravado. A entidade alertou formalmente a Polícia Federal sobre indícios de que o material não seria autêntico nem íntegro, tendo sido potencialmente gerado pela junção de trechos extraídos de contextos totalmente diversos. Por fim, o coletivo de juristas ressaltou que, caso a perícia técnica confirme qualquer tipo de fraude ou a utilização de clonagem e sintetização vocal para fabricar o conteúdo, os responsáveis diretos deverão responder judicialmente por fraude processual e crimes eleitorais relacionados à disseminação intencional de desinformação em momentos cruciais da democracia brasileira.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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