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Lula celebra avanço do fim da 6×1 e defende investimento público

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Lula celebra avanço do fim da 6x1 e defende investimento público

Fim da escala 6×1: Lula defende semana de 5 dias e critica corte de gastos públicos Em pronunciamento à imprensa em Brasília, o candidato à Presidência ressaltou o avanço da PEC no Senado e rejeitou propostas de ajuste fiscal focadas na redução de investimentos sociais. O candidato à Presidência Luiz Inácio Lula da Silva (PT) declarou, durante pronunciamento à imprensa realizado no fim da tarde desta quinta-feira (8) em Brasília, estar otimista com o avanço da Proposta de Emenda à Constituição (PEC) que propõe o fim da escala de trabalho 6×1 no Senado Federal, reiterando seu compromisso com a garantia de cinco dias de trabalho e dois dias de descanso remunerado para os trabalhadores brasileiros. A declaração ocorreu após um dia inteiro de reuniões do candidato com a coordenação de sua campanha na capital federal. O tema da jornada de trabalho ganhou força no Poder Legislativo após o Plenário do Senado realizar, nesta quinta-feira (4), a terceira sessão de discussão da PEC do fim da escala 6×1, restando ainda duas sessões obrigatórias antes que o texto possa ir a plenário para votação. Durante sua fala aos jornalistas, Lula enfatizou que a mudança na legislação trabalhista ocorrerá sem prejuízos salariais. O candidato afirmou que o objetivo é assegurar legalmente que o cidadão possa desfrutar de dois dias de descanso semanais, destacando que essa é uma meta central de sua plataforma e uma resposta direta às demandas dos trabalhadores por mais qualidade de vida. Além do debate sobre a jornada laboral, o pronunciamento abordou o cenário econômico e as divergências em relação a propostas de adversários políticos. Lula direcionou críticas severas à ideia de corte de despesas públicas defendida por seu opositor Flávio Bolsonaro (PL), argumentando que medidas de restrição orçamentária tradicionalmente penalizam as camadas mais vulneráveis da população. Para ilustrar sua crítica, o petista relembrou o cenário encontrado no início de seu terceiro mandato presidencial. Segundo ele, a gestão anterior deixou legados de cortes drásticos em programas sociais de grande impacto, citando especificamente uma redução de 59% nos recursos destinados ao programa Farmácia Popular e um corte de 50% no programa Mais Médicos, além de outras perdas em áreas essenciais. O ex-presidente argumentou que propostas baseadas em rigidez fiscal, tetos de gastos e cortes lineares são historicamente utilizadas para retirar direitos dos mais pobres. Como exemplo, mencionou que a valorização do salário mínimo acima da inflação para aposentados e pensionistas é uma medida que não encontra espaço nas cogitações de governos de perfil conservador. Em contraponto aos cortes de despesas, Lula defendeu a necessidade de priorizar o investimento público em infraestrutura como motor para o desenvolvimento econômico e o controle da dívida pública. Na visão apresentada pelo candidato, a única forma sustentável de reduzir a relação dívida-PIB é direcionar recursos para ativos que aumentem o patrimônio do país. O candidato pontuou que a construção de ferrovias, hidrelétricas e rodovias gera empregos, movimenta a economia e estimula o crescimento por meio de obras públicas estruturantes. Concluindo o raciocínio sobre a política econômica, Lula enfatizou que sua equipe possui experiência comprovada na execução desse modelo de desenvolvimento voltado para o investimento produtivo.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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