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Kassab diz que a direita está mais forte que no governo Bolsonaro, mas vai ficar isolada na Câmara com Lula

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Kassab diz que a direita está mais forte que no governo Bolsonaro, mas vai ficar isolada na Câmara com Lula

Gilberto Kassab aponta direita mais forte que na era Bolsonaro, mas prevê isolamento no Congresso Presidente nacional do PSD avalia o cenário político brasileiro e projeta alinhamentos na Câmara dos Deputados durante entrevista ao programa Canal Livre, da Band. A direita brasileira vive hoje um momento de força política superior à registrada durante o governo do ex-presidente Jair Bolsonaro, mas corre o risco de permanecer isolada na Câmara dos Deputados na relação com o atual governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. A avaliação foi feita pelo presidente nacional do PSD e secretário de Governo e Relações Institucionais do Estado de São Paulo, Gilberto Kassab, durante participação no programa Canal Livre, exibido pela Band. Segundo o dirigente partidário, a musculatura do campo conservador e de direita cresceu de maneira expressiva nos últimos anos, consolidando uma base social e eleitoral relevante em diversos estados e municípios brasileiros. No entanto, na avaliação estratégica de Kassab, essa expansão numérica e ideológica não se traduz automaticamente em hegemonia na articulação legislativa com o Palácio do Planalto, o que pode deixar o setor em uma posição de isolamento no parlamento federal caso não haja mudanças nas pontes de diálogo institucional. Durante a entrevista, Kassab também traçou um panorama alternativo sobre o tabuleiro político nacional e afirmou que o cenário geopolítico e institucional do país seria consideravelmente distinto caso o resultado da última eleição presidencial tivesse sido outro. De acordo com o presidente do PSD, se Flávio Bolsonaro tivesse saído vitorioso do pleito, a dinâmica de isolamento político teria sinal inverso, recaindo sobre os partidos e as lideranças de esquerda, que passariam a ocupar o papel de oposição isolada no Congresso Nacional. As declarações de Kassab evidenciam os bastidores e as complexidades das articulações partidárias em Brasília, onde o PSD ocupa um espaço estratégico de centro, integrando a base de sustentação do governo federal ao mesmo tempo em que abriga diferentes correntes ideológicas em sua bancada. A análise do dirigente reforça o peso do pragmatismo político na configuração atual da Câmara dos Deputados, onde o tamanho das bancadas precisa ser constantemente negociado com o Poder Executivo para evitar impasses na aprovação de pautas de interesse nacional. O posicionamento do presidente do PSD repercute diretamente nos debates sobre o futuro das alianças para os próximos ciclos eleitorais e demonstra como o xadrez político brasileiro continua polarizado entre forças que buscam protagonismo tanto nas urnas quanto na mesa Diretora e nas comissões permanentes do Poder Legislativo.

Fonte: Jornal Razão últimas notícias

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