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Escola Boa: Governo de SC investe R$ 62,3 milhões e recupera escolas com problemas estruturais históricos

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Escola Boa: Governo de SC investe R$ 62,3 milhões e recupera escolas com problemas estruturais históricos

Governo de Santa Catarina investe R$ 62,3 milhões para sanar problemas estruturais históricos em escolas estaduais Programa Escola Boa já concluiu 59 intervenções prioritárias em todo o estado e avança na modernização de ambientes para atender mais de 530 mil estudantes. Santa Catarina registra uma mudança expressiva em sua rede estadual de ensino por meio de um pacote de investimentos voltado a solucionar demandas estruturais acumuladas ao longo de décadas. Coordenada pela Secretaria de Estado da Educação (SED), a iniciativa atende diretamente mais de 530 mil estudantes com a recuperação, ampliação e modernização de espaços pedagógicos em todas as regiões catarinenses. O governador Jorginho Mello destaca que a mobilização responde a reivindicações antigas das comunidades escolares. Segundo o chefe do Executivo estadual, o trabalho foca na entrega de instalações dignas e seguras para garantir o desenvolvimento adequado das atividades letivas, reforçando que o investimento na infraestrutura física representa uma prioridade estratégica para o futuro do estado. O aporte financeiro de R$ 62,3 milhões concentra-se, inicialmente, em oito unidades escolares que enfrentavam quadros críticos de degradação física e longos anos de espera por melhorias. O grupo prioritário engloba a Escola de Educação Básica (EEB) Júlio da Costa Neves e a EEB Aderbal Ramos da Silva, ambas em Florianópolis; a EEB de Araranguá e a EEB Professor Neusa Ostetto Cardoso, situadas no município de Araranguá; a EEB São Ludgero, em São Ludgero; a EEB Professor João Boos, em Guabiruba; além da EEB Professor Tania Mara Faria e Silva Locks e da EEB Prefeito Avelino Muller, localizadas em Biguaçu. As intervenções nessas unidades contemplaram desde a reestruturação de fundações e revisão de redes elétricas até a modernização de laboratórios, bibliotecas, áreas administrativas e quadras poliesportivas. Quesitos como acessibilidade e adequação aos padrões vigentes de segurança contra incêndio também integraram os projetos executados. A secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, pontua que a qualidade do ambiente físico interfere diretamente no processo de ensino e aprendizagem. De acordo com a gestora, a transformação da infraestrutura escolar busca equipar as unidades com condições adequadas para que tanto docentes quanto discentes exerçam suas atividades com conforto e segurança. As obras fazem parte do programa Escola Boa, lançado em 2025 como eixo central do movimento Educação Levada a Sério. A estratégia teve início a partir de um diagnóstico completo das 1.038 escolas que compõem a rede estadual catarinense. O levantamento identificou 200 instituições consideradas prioritárias para receber aportes emergenciais de reforma e ampliação. Desse total mapeado, 59 unidades já tiveram os canteiros de obras encerrados com entrega à comunidade, enquanto outras 141 mantêm os trabalhos em andamento. Além das reestruturações de maior complexidade, a Secretaria de Estado da Educação estruturou frentes voltadas à revitalização gradual de toda a rede física. Entre as metas alcançadas, destaca-se a climatização de 100% das salas de aula estaduais. Na área de incentivo à prática esportiva, a infraestrutura também registrou avanços com a manutenção de quadras e ginásios em 850 escolas, somando 117 novos espaços esportivos concluídos entre 2025 e 2026. Na capital do estado, a EEB Júlio da Costa Neves exigiu intervenções emergenciais após passar por interdição no ano de 2022. O cronograma de recuperação iniciou-se com o reforço estrutural finalizado em 2023, mediante o repasse de mais de R$ 5 milhões. Em uma segunda etapa, concluída em 2025, foram aplicados outros R$ 3,9 milhões na reforma geral e ampliação de setores essenciais, incluindo fundações, salas de aula, biblioteca, laboratórios e adequações para pessoas com deficiência. Também em Florianópolis, a EEB Aderbal Ramos da Silva recebeu R$ 12,4 milhões para a conclusão de melhorias aguardadas há mais de oito anos. O montante viabilizou a modernização de espaços pedagógicos e administrativos, além da recuperação da quadra poliesportiva e da infraestrutura necessária para suportar sistemas de climatização. No Sul catarinense, os investimentos alcançaram o município de Araranguá com aportes de R$ 5,4 milhões na EEB de Araranguá, permitindo a modernização de cozinhas, áreas de convivência, laboratórios, quadras esportivas e sistemas preventivos de segurança. Na mesma cidade, a EEB Professor Neusa Ostetto Cardoso passou por reformas estruturais com injeção de R$ 9,9 milhões. Já na cidade de São Ludgero, a escola homônima absorveu R$ 7,2 milhões para melhorias na rede elétrica, quadra de esportes e climatização. O município de Guabiruba viu encerrar uma espera de quase 15 anos com a conclusão das obras na EEB Professor João Boos. O projeto, orçado em R$ 8,7 milhões, contemplou a modernização geral das instalações, acessibilidade e a construção de um campo esportivo. Na região de Biguaçu, duas instituições registraram a conclusão de suas obras em 2026. A EEB Professor Tania Mara Faria e Silva Locks passou por substituição de pisos e esquadrias, revisão de cobertura e construção de um novo bloco com sanitários, laboratório e salas de aula, custando R$ 3,3 milhões. Por sua vez, a EEB Prefeito Avelino Muller recebeu R$ 6 milhões para solucionar demandas funcionais, de segurança e acessibilidade pendentes há mais de uma década. A execução dos projetos de infraestrutura caminha em paralelo a iniciativas pedagógicas voltadas à melhoria dos índices educacionais do estado. Os resultados oficiais recentes apontam avanços expressivos na proficiência dos estudantes catarinenses. No Programa PISA 2025, o estado conquistou a terceira melhor colocação geral do país na avaliação que mede conhecimentos em Ciências, Leitura e Matemática, superando a média nacional nos três quesitos. Os registros indicam pontuações de 430,6 em Ciências, 431,7 em Leitura e 395,6 em Matemática. O Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb) referente ao ano de 2025 também confirmou patamares históricos para a rede pública estadual catarinense em todas as etapas de ensino. Nos anos iniciais do ensino fundamental, o indicador subiu de 6,2 para 6,5. Nos anos finais, passou de 4,9 para 5,2. No ensino médio, a marca avançou de 3,8 para 4,3 no período compreendido entre 2023 e 2025.

Fonte: noticias sc

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