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Modal ferroviário concentra 50% das contribuições públicas ao Plano Estadual de Logística de Transportes de Santa Catarina

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Modal ferroviário concentra 50% das contribuições públicas ao Plano Estadual de Logística de Transportes de Santa Catarina

Foco nos trilhos: Plano Estadual de Logística de Santa Catarina recebe 50% de propostas ferroviárias Consulta pública do PELT mobilizou sociedade ao longo de oito meses e apontou a urgência de conectar o Oeste ao Litoral catarinense, além de desafogar rodovias federais como a BR-101 e a BR-470. O debate sobre o futuro dos transportes em Santa Catarina revelou uma clara prioridade da sociedade organizada e do setor produtivo: o modal ferroviário concentrou metade de todas as contribuições recebidas durante a consulta pública do Plano Estadual de Logística de Transportes (PELT). O levantamento, coordenado pelo Governo do Estado por meio da Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias, evidenciou a demanda latente por novas matrizes logísticas capazes de desafogar as rodovias catarinenses e integrar de forma mais eficiente as diferentes regiões do território catarinense. Aberta ao longo de oito meses, a consulta pública do PELT contabilizou um total de 47 contribuições enviadas por órgãos governamentais, operadores privados e acadêmicos, estruturadas em cinco eixos territoriais distintos. Entre as principais propostas que lideraram o volume de sugestões estão a implantação de uma conexão ferroviária estruturante ligando o Grande Oeste ao Litoral do estado, a construção de uma ferrovia em traçado paralelo à rodovia BR-101 e a criação de estações intermodais localizadas no Vale do Itajaí, região considerada de importância estratégica para a atividade portuária catarinense. Para o secretário de Portos, Aeroportos e Ferrovias, Ivan Amaral, a expressiva participação popular e técnica valida os investimentos e as articulações políticas que o Estado tem buscado nos últimos anos. O titular da pasta destacou que o movimento liderado pelo governador Jorginho Mello em conjunto com os estados integrantes do Codesul, com o objetivo de assegurar uma malha ferroviária integrada na região Sul, está totalmente alinhado às expectativas e necessidades reais apontadas pela população e pelos especialistas. A análise territorial detalhada pelas equipes que acompanham o plano demonstra que cada região de Santa Catarina enfrenta gargalos logísticos específicos. No Grande Oeste, o principal desafio apontado pelos participantes da consulta pública diz respeito à superação das grandes distâncias territoriais por meio de uma rede de transporte ferroviário estruturada. Já no Norte catarinense, as atenções se voltaram para a urgência de melhorias nos acessos portuários, com destaque para a rodovia BR-280, além de soluções avançadas de engenharia viária aplicadas à BR-101. No Vale do Itajaí, as sugestões concentraram-se na necessidade urgente de mitigar a saturação crônica da rodovia BR-470 e de ampliar a integração operacional entre os modais rodoviário, ferroviário e portuário. Enquanto isso, na Grande Florianópolis, os debates giraram em torno da melhoria da mobilidade urbana integrada entre a ilha e o continente, do fortalecimento da infraestrutura aeroportuária local e do desenvolvimento de sistemas modernos de transporte aquaviário para passageiros e cargas. O secretário Ivan Amaral ressalta que as manifestações da sociedade civil organizada e dos especialistas ajudam a desenhar um panorama fidedigno das demandas que precisam constar no planejamento de longo prazo. Embora ressalte que as contribuições populares não substituem os estudos técnicos aprofundados, Amaral avalia que a qualificação do perfil dos participantes confere alto grau de maturidade ao documento que está sendo construído para nortear a infraestrutura catarinense nas próximas décadas. Apesar do protagonismo dos trilhos, a consulta pública do PELT também abriu espaço para propostas voltadas a outros modais de transporte. No setor rodoviário, foram encaminhadas sugestões para a execução de obras em contornos urbanos estratégicos e intervenções diretas em rodovias federais cruciais para a economia do estado, como a BR-101, a BR-282 e a BR-470. No segmento portuário e aquaviário, as recomendações incluíram a expansão da cabotagem para integrar os portos catarinenses por meio de rotas marítimas, o aproveitamento do rio Itajaí-Açu para o transporte de cargas por meio de barcaças e o aperfeiçoamento dos acessos terrestres aos complexos portuários. A conectividade da malha aérea regional, a implementação de sistemas de metrô ou Veículo Leve sobre Trilhos para a integração metropolitana e a fixação de restrições de horários para a circulação de supercargas também integraram o leque de sugestões. Todo o material coletado durante os meses de consulta pública será agora submetido a uma avaliação minuciosa por parte dos engenheiros e técnicos da Infra S.A., empresa especializada que foi contratada pelo governo estadual para elaborar o Plano Estadual de Logística de Transportes. Caberá a essa equipe técnica analisar a viabilidade e definir a incorporação das propostas ao texto final do plano. Paralelamente, um grupo de trabalho instituído pela Secretaria de Portos, Aeroportos e Ferrovias segue monitorando de perto cada etapa da elaboração do documento estratégico. Conforme o cronograma oficial estabelecido pelo governo estadual, a conclusão e a entrega definitiva do Plano Estadual de Logística de Transportes estão previstas para ocorrer em fevereiro de 2027.

Fonte: noticias sc

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