Faltas em mutirões de catarata no SUS em Santa Catarina geram vagas ociosas e preocupam gestores Municípios catarinenses registram alta taxa de absenteísmo em procedimentos cirúrgicos oftalmológicos, situação que mobiliza autoridades de saúde e o Legislativo diante da longa fila de espera. Um levantamento recente sobre o atendimento na rede pública de saúde em Santa Catarina escancarou um problema crônico que afeta diretamente a fila de espera por procedimentos médicos: a alta taxa de absenteísmo de pacientes agendados para cirurgias de catarata. Em um dos mutirões recentes mapeados no estado, de um total de 70 pacientes chamados para operar, apenas seis compareceram, deixando dezenas de vagas ociosas enquanto milhares de pessoas aguardam pelo tratamento oftalmológico pelo Sistema Único de Saúde. A situação de ociosidade nas salas cirúrgicas e nos consultórios preocupa gestores municipais e agrava a lentidão no atendimento à população que depende exclusivamente da rede pública. Cidades catarinenses de diferentes regiões figuram com índices expressivos de falta por parte dos pacientes chamados, revelando um gargalo logístico e de comunicação que compromete a eficiência dos serviços de saúde em território catarinense. Entre os municípios que enfrentam cenários críticos com números elevados de ausências estão Balneário Camboriú, Joinville, Tijucas e Criciúma. Nesses locais, a dinâmica de chamamento esbarra na frustração de ver horários especializados e equipes médicas posicionadas sem pacientes para atender, o que resulta em desperdício de recursos públicos e prolonga o sofrimento de quem precisa da cirurgia para recuperar a visão. Diante do impacto negativo que as faltas não justificadas provocam no sistema, o poder público e os órgãos legislativos começam a buscar alternativas para mitigar o problema. Em Blumenau, por exemplo, a Câmara de Vereadores aprovou recentemente um projeto de lei voltado especificamente para disciplinar a questão, estabelecendo diretrizes sobre o aviso prévio de consultas e procedimentos na rede pública para tentar reduzir o índice de absenteísmo. A medida legislativa busca criar mecanismos mais eficientes de confirmação de presença, permitindo que a administração pública seja avisada com antecedência caso o paciente não possa comparecer. Com isso, o sistema ganha margem de tempo hábil para realocar a vaga para outra pessoa que também aguarda na fila, otimizando o fluxo de atendimento e garantindo que os recursos operacionais dos mutirões sejam aproveitados integralmente.
Fonte: Jornal Razão







