Policial rodoviário federal alvo da PF em SC havia comemorado vitória de Lula dias antes Afastamento ocorreu durante a Operação Milão, em Lages, apenas 48 horas após a divulgação de um vídeo em que o agente festejava o resultado eleitoral, caso que gerou repercussão política no estado. Um policial rodoviário federal lotado em Lages, na serra catarinense, tornou-se alvo de uma operação da Polícia Federal apenas dois dias depois de aparecer em um vídeo comemorando publicamente a vitória de Luiz Inácio Lula da Silva nas eleições presidenciais. O caso, que une manifestações políticas e investigações de segurança pública, ganhou forte repercussão regional após ser exposto por autoridades locais. O agente Carlos Magno Cruz Junior foi afastado de suas funções na última terça-feira (27), durante o cumprimento dos mandados da chamada Operação Milão, deflagrada pela Polícia Federal em Santa Catarina. A medida cautelar surpreendeu colegas de corporação e observadores políticos locais pela coincidência temporal com a divulgação de registros festivos envolvendo o servidor público federal. A polêmica teve início no domingo anterior (25), data que coincidida com o aniversário do policial rodoviário federal. Na ocasião, o vereador Jonata Mendes divulgou amplamente em suas redes sociais um vídeo no qual Carlos Magno aparecia festejando ativamente a vitória eleitoral do atual presidente da República, utilizando símbolos associados ao pleito. A gravação rapidamente circulou em grupos de mensagens e portais de notícias da região serrana. Apenas quarenta e oito horas após a circulação das imagens festivas, a Polícia Federal deflagrou a Operação Milão, cujo objetivo central foi cumprir o afastamento cautelar do policial rodoviário federal de suas atividades operacionais e administrativas na unidade de Lages. Até o momento, os detalhes específicos sobre os crimes ou irregularidades investigados no inquérito da PF não foram integralmente detalhados pelas autoridades competentes. A proximidade cronológica entre a exposição pública do posicionamento político do agente e a ação repressiva da Polícia Federal gerou debates nos meios políticos e jurídicos de Santa Catarina sobre os limites da atuação de servidores públicos federais em redes sociais e as motivações por trás das investigações em curso no estado. O caso segue sob acompanhamento dos órgãos corregedores e da imprensa regional para novos desdobramentos judiciais.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







