Lula retoma agenda internacional em novembro com foco na COP31, Mercosul e Cúpula do G20 Próximos passos do presidente no exterior incluem passagens por Turquia, Uruguai e Estados Unidos, marcando o primeiro encontro com Donald Trump após a reeleição e o recente embate diplomático. Após intensificar as viagens pelo Brasil durante a campanha pela reeleição, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltará a se dedicar à agenda diplomática internacional a partir de novembro, com compromissos que incluem passagens pela Turquia, Uruguai e Estados Unidos, onde participará da Cúpula do G20 em meio a repercussões políticas recentes. A primeira grande movimentação internacional do chefe do Executivo brasileiro deve ocorrer entre os dias 9 e 20 de novembro, quando viaja para a cidade de Antália, na Turquia, para participar da 31ª Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima, a COP31. O Palácio do Planalto avalia ainda a possibilidade de estender o roteiro para incluir uma visita oficial às Filipinas na mesma missão. Em seguida, a agenda diplomática regional prevê a participação de Lula na 69ª Cúpula de Chefes de Estado do Mercosul e Estados Associados, marcada para o dia 4 de dezembro, na cidade de Montevidéu, no Uruguai. O bloco econômico atualmente é integrado por Brasil, Argentina, Paraguai, Uruguai, além da Bolívia em processo de adesão e a Venezuela, que permanece suspensa, contando ainda com diversos países como Estados associados, a exemplo de Chile, Colômbia, Equador, Guiana, Panamá, Peru e Suriname. O ponto de maior destaque das viagens previstas ocorrerá em 14 de dezembro, com a ida do presidente à Cúpula do G20, que será sediada no Trump National Doral Miami, um clube de golfe na Flórida pertencente ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. Este será o primeiro encontro oficial entre os dois líderes desde a reeleição de Lula para o terceiro mandato presidencial. A viagem aos Estados Unidos ganha contornos de tensão diplomática após declarações dadas por Donald Trump na última segunda-feira, dia 26. Na ocasião, o líder norte-americano comentou o resultado do pleito brasileiro e, sem apresentar evidências, afirmou que a eleição teria “parecido fraudada”, questionando publicamente a prorrogação do horário da votação e ecoando o discurso adotado pela campanha do candidato derrotado no segundo turno, Flávio Bolsonaro. As falas do presidente dos Estados Unidos motivaram reações imediatas do governo brasileiro. O vice-presidente Geraldo Alckmin rebateu publicamente as declarações, classificando a postura do mandatário norte-americano como “equivocada”. Paralelamente, o próprio presidente Lula já havia se manifestado dias antes sobre desdobramentos políticos internos associados ao adversário derrotado, qualificando como um “ato vergonhoso” a fuga de Flávio Bolsonaro. Apesar da densidade da agenda e da relevância dos temas geopolíticos, a Secretaria de Comunicação da Presidência da República trata todas as viagens no momento apenas como previstas, ressaltando que nenhuma das missões internacionais está totalmente dada como certa pelo Palácio do Planalto até a confirmação oficial dos detalhes logísticos e diplomáticos.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







