Novo foco de doença de Newcastle em Santa Catarina atinge granja com 36 mil perus A confirmação de um segundo foco da doença em Coronel Freitas, no Oeste catarinense, eleva o alerta sanitário no estado e amplia a zona de vigilância para conter o avanço do vírus. Santa Catarina registrou um novo foco da doença de Newcastle em uma granja de perus de corte localizada no município de Coronel Freitas, na região Oeste do estado. O estabelecimento afetado abriga 36,8 mil aves, um volume que representa quase seis vezes o total de animais envolvidos no primeiro caso registrado na região, acendendo um alerta vermelho para a avicultura catarinense e exigindo ações imediatas de contenção por parte das autoridades sanitárias. A confirmação da enfermidade mobilizou a Companhia Integrada de Desenvolvimento Agrícola de Santa Catarina (Cidasc), órgão oficial que atua na defesa sanitária do estado. Diante da gravidade da situação e do potencial de disseminação do vírus, a Cidasc determinou a ampliação imediata da vigilância sanitária em um raio de 2,5 quilômetros ao redor da granja afetada. A medida visa monitorar propriedades vizinhas e conter qualquer possibilidade de propagação do patógeno para outros plantéis comerciais da região. Além da ocorrência na granja de perus em Coronel Freitas, o vírus da doença de Newcastle também foi detectado recentemente em pombos no município vizinho de Marema. A presença do agente infeccioso em aves silvestres ou urbanas reforça a preocupação das equipes técnicas quanto à circulação do vírus no ambiente, o que amplia o risco de contaminação para novas criações comerciais e exige rigor nos protocolos de biossegurança adotados pelos produtores rurais. A doença de Newcastle é uma enfermidade viral altamente contagiosa que afeta aves domésticas e silvestres, provocando graves prejuízos econômicos e restrições ao comércio internacional de carne frango e produtos avícolas. Embora não seja considerada um problema de saúde pública com impacto direto na segurança alimentar de carne e ovos consumidos pela população, o impacto sanitário sobre os plantéis é devastador, o que justifica a rigidez das medidas de isolamento, sacrifício sanitário dos lotes acometidos e interdição das áreas afetadas. Com o avanço das investigações epidemiológicas, os técnicos da Cidasc continuam realizando varreduras e coletas de amostras na região Oeste catarinense para mapear a extensão exata da circulação viral. A cadeia produtiva da avicultura no estado, que figura entre os maiores exportadores e produtores do país, permanece em estado de atenção máxima, com recomendação de reforço drástico nas barreiras de biossegurança de todas as granjas localizadas nas zonas de risco e arredores.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







