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Em festa da vitória, Lula pede que público cante Hino da Independência

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Em festa da vitória, Lula pede que público cante Hino da Independência

Lula celebra reeleição na Avenida Paulista, critica intromissão estrangeira e pede Hino da Independência Em discurso para uma multidão em São Paulo, o presidente reeleito destacou a participação popular no quarto mandato, agradeceu o apoio digital e alertou que o país “não cabe no quintal de ninguém”. O presidente da República reeleito, Luiz Inácio Lula da Silva, celebrou a sua vitória eleitoral neste domingo na Avenida Paulista, em São Paulo, com um apelo para que o público presente cantasse o Hino da Independência do Brasil. O evento de comemoração reuniu apoiadores e lideranças políticas para marcar o encerramento de uma das disputas presidenciais mais acirradas da história recente do país. Momentos antes do discurso na tradicional via paulistana, Lula concedeu uma entrevista coletiva na qual fez graves denúncias sobre o processo eleitoral. O chefe do Executivo afirmou publicamente que houve intromissão estrangeira e que plataformas digitais atuaram ativamente na tentativa de direcionar o resultado das eleições no Brasil. Diante dos apoiadores reunidos na capital paulista, o presidente retomou o tom de soberania nacional ao justificar o pedido musical. Ele relembrou a mobilização do dia anterior e enfatizou a autonomia política do país frente a pressões externas. Eu devo essa vitória a cada um e a cada uma de vocês. Por isso, ontem fiquei emocionado e quero pedir para, outra vez, cantarem o Hino da Independência para eles saberem que nós não cabemos no quintal de ninguém, declarou o presidente durante o ato público. Ainda durante a celebração, Lula avaliou que o pleito serviu de aprendizado definitivo para sua trajetória política. Ele projetou que a gestão do seu quarto mandato será marcada por uma forte participação popular direta na administração pública e na tomada de decisões governamentais. Eu aprendi, neste segundo turno, a grande lição da minha vida. Quando o governante não sabe o que fazer, ele pergunta ao seu povo que o seu povo saberá ensinar o que ele tem que fazer, acrescentou o petista, destacando a importância de manter um canal aberto com a sociedade civil. Em outro momento de forte apelo emocional, o presidente relembrou sua trajetória de origem trabalhadora e atribuiu sua permanência na vida pública a uma convergência histórica e popular. Para Lula, a escolha de um operário sem diploma universitário para comandar o país representou um marco de superação em relação às elites tradicionais. O mandatário fez questão de agradecer publicamente a atuação estratégica de aliados durante a campanha, com ênfase especial no deputado federal André Janones, do partido Rede, de Minas Gerais. Janones coordenou uma ampla mobilização nas redes sociais em prol da reeleição e comandou o canal de mensagens Exército do Lula no aplicativo WhatsApp, ferramenta considerada decisiva pela coordenação da campanha na reta final da disputa. O nosso exército teve um papel muito importante nesse segundo turno. Agora, você vai ter que assumir um compromisso com esse povo. Que a gente ganhou a primeira batalha. O exército não pode dispersar. O exército vai ter que continuar, afirmou Lula, dirigindo-se diretamente ao parlamentar mineiro presente no palanque. O vice-presidente da República, Geraldo Alckmin, também discursou para a multidão na Avenida Paulista e enfatizou os recordes históricos alcançados nesta eleição presidencial. Alckmin ressaltou a marca expressiva de votos obtidos por Lula e o engajamento do eleitorado em um cenário de baixa abstenção comparada às últimas décadas. O primeiro recorde é que o presidente Lula teve mais de 64 milhões de votos. O presidente Lula é eleito pela quarta vez. Foi a menor abstenção em 20 anos. E agradecer a São Paulo. Aqui, entre o primeiro e o segundo turno, aumentou 27,5% a votação do presidente Lula, pontuou o vice-presidente. Encerrando sua fala no evento festivo, Alckmin atribuiu a Lula um papel histórico fundamental para a estabilidade institucional do país, afirmando perante os eleitores que o presidente foi o responsável por salvar a democracia no Brasil em duas ocasiões distintas.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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