Alfabetização em Santa Catarina: Estado aplica avaliação de fluência leitora na rede pública Iniciativa do Governo de SC busca identificar dificuldades de leitura no 2º ano do Ensino Fundamental até o final de outubro, subsidiando estratégias pedagógicas e repasses do ICMS. O Governo de Santa Catarina, por meio da Secretaria de Estado da Educação (SED), está aplicando a avaliação de Fluência Leitora do Sistema Estadual de Avaliação de Santa Catarina (SEAESC), voltada para estudantes do 2º ano do Ensino Fundamental das redes públicas estadual e municipais, com aplicação que segue até o dia 30 de outubro. A iniciativa tem como objetivo principal acompanhar o processo de alfabetização, identificar as principais dificuldades dos alunos e orientar o planejamento de estratégias pedagógicas mais assertivas nas escolas catarinenses. A capacidade de ler com autonomia e compreender o que está escrito é apontada por especialistas como uma das bases fundamentais para todo o desenvolvimento escolar dos estudantes. Com o monitoramento contínuo proporcionado pelo SEAESC, a rede pública busca não apenas que a criança aprenda o mecanismo básico da leitura e da escrita, mas que consiga de fato compreender o conteúdo e utilizar essas habilidades em diferentes situações cotidianas e acadêmicas. Segundo a secretária de Estado da Educação, Luciane Bisognin Ceretta, o acompanhamento permite verificar se a educação catarinense está seguindo na direção correta. Quando o Estado identifica as defasagens de forma precoce, a gestão consegue planejar ações direcionadas e oferecer aos professores os subsídios necessários para trabalhar justamente as habilidades que ainda precisam ser desenvolvidas pelos alunos nos anos iniciais. O acompanhamento diagnóstico funciona como um norte pedagógico para os educadores. Conforme destaca a supervisora escolar Janaína Moraes, a ferramenta possibilita aferir com precisão os níveis de aprendizagem, separando os alunos que necessitam de intervenções mais profundas daqueles que já apresentam o processo consolidado, permitindo a formulação de estratégias eficazes para alcançar as metas educacionais. Além de medir o desempenho individual, o SEAESC fortalece a cooperação técnica e institucional entre o Governo do Estado e as administrações municipais. O sistema permite mapear diferentes realidades educacionais em solo catarinense e subsidiar a tomada de decisões baseada em evidências concretas, unindo esforços das redes estadual e municipal para superar os desafios da alfabetização infantil. Nas redes municipais, os resultados obtidos por meio da avaliação ganham ainda mais relevância ao integrar a base de cálculo do componente educacional do Índice de Participação dos Municípios, conhecido como IPM Educação. O indicador considera o desempenho educacional na distribuição de parte da arrecadação do Imposto sobre Circulação de Mercadorias e Serviços, o ICMS, reforçando o compromisso financeiro e administrativo dos municípios com a melhoria da qualidade do ensino. Para ampliar o alcance do monitoramento da qualidade educacional, o SEAESC já tem programada uma nova etapa de avaliações de desempenho entre os dias 9 e 19 de novembro de 2026. Neste período, a aplicação abrangerá os estudantes do 2º, 4º, 6º e 8º anos do Ensino Fundamental, além da 2ª série do Ensino Médio, contemplando tanto as escolas estaduais quanto as municipais. Enquanto a avaliação de fluência leitora foca especificamente nas bases do processo de alfabetização, os exames de desempenho verificam as aprendizagens consolidadas em etapas mais avançadas da trajetória escolar. A combinação dessas ferramentas amplia a capacidade das redes públicas de ensino de monitorar avanços, reconhecer gargalos e definir prioridades para o trabalho pedagógico em sala de aula. A Secretaria de Estado da Educação reforça que a participação ativa dos estudantes é indispensável para a continuidade dos avanços na qualidade do ensino público catarinense. A pasta também destaca que o engajamento conjunto de gestores, professores, profissionais da educação e das famílias é essencial para assegurar a efetividade da aplicação das provas e garantir que os dados gerados se transformem em melhorias práticas no cotidiano escolar.
Fonte: noticias sc







