Pesquisa Datafolha na reta final aponta reviravolta e nova correlação de forças na disputa presidencial Nova rodada de intenções de voto indica mudança no cenário eleitoral às vésperas da votação definitiva, mostrando alteração nos percentuais após cenário de empate técnico. A corrida eleitoral para o segundo turno da Presidência da República sofreu uma reviravolta estatística de última hora, segundo os mais recentes dados divulgados pelo instituto Datafolha. A alteração no quadro geral de intenções de voto ocorre a poucos dias da abertura das urnas, modificando substancialmente o cenário que havia sido amplamente celebrado por aliados e apoiadores do candidato Luiz Inácio Lula da Silva apenas dois dias antes, quando pesquisas indicavam um panorama de igualdade numérica entre os concorrentes. De acordo com o levantamento atualizado do instituto, considerando o cálculo dos votos válidos — que exclui os votos brancos, nulos e os eleitores indecisos, metodologia oficial utilizada pela Justiça Eleitoral para a apuração oficial —, o senador Flávio Bolsonaro aparece com 51% das preferências do eleitorado, enquanto o ex-presidente Lula registra 49%. A margem de erro da pesquisa e o dinamismo da reta final da campanha colocam os candidatos em um cenário de intensa disputa metro a metro pelo voto dos eleitores indecisos em todo o país. A mudança de patamar ocorre em um momento crítico do calendário eleitoral, exatas 48 horas após setores da esquerda festejarem amplamente o resultado anterior de 50% a 50%, interpretado na ocasião como um sinal de estabilidade e resistência na reta decisiva da campanha. A nova fotografia do eleitorado, no entanto, injeta um novo ingrediente de tensão e mobilização nas duas frentes políticas, que intensificam carreatas, comícios e estratégias de comunicação digital para tentar consolidar bases e conquistar o voto flutuante. Especialistas em opinião pública apontam que a oscilação na reta final é reflexo direto da alta polarização política e da intensa carga de propaganda veiculada no rádio, na televisão e nas redes sociais nos últimos dias. A estratégia de reta final de ambas as campanhas tem focado na mobilização do eleitorado que ainda demonstrava dúvidas, além de tentar reduzir a taxa de abstenção esperada para o dia da votação, fator considerado determinante para o resultado definitivo nas urnas. Com a divulgação deste último panorama pelo Datafolha, os comitês de campanha ajustam os discursos e as agendas para as últimas horas permitidas pela legislação eleitoral. A expectativa nos bastidores políticos é de que o grau de engajamento dos eleitores atinja níveis recordes neste final de semana, com o foco voltado para a vigilância de redutos eleitorais estratégicos e a consolidação das alianças políticas firmadas ao longo de todo o processo eleitoral.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







