–:–:–
Conecte-se conosco

‘Não consigo dormir’: estudo com quase 600 brasileiros mostra influência da personalidade sobre a insônia

7 visualizações
‘Não consigo dormir’: estudo com quase 600 brasileiros mostra influência da personalidade sobre a insônia

Como a personalidade influencia a insônia: estudo inédito com brasileiros revela traços associados aos distúrbios do sono Pesquisa conduzida por cientistas da USP e da Fepesp aponta que características psicológicas individuais pesam diretamente na qualidade do descanso de quase 600 participantes no país. Virar a noite em claro, rolar na cama e contar carneirinhos sem sucesso pode ser um reflexo direto da forma como a mente processa o mundo. Um estudo recente realizado com quase 600 brasileiros por pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) e da Fundação Escola de Sociologia e Política de São Paulo (Fepesp) jogou luz sobre a relação direta entre traços específicos da personalidade humana e a incidência de insônia. O trabalho científico investigou como diferentes perfis psicológicos lidam com o estresse, as emoções e os estímulos do cotidiano, descobrindo que determinados comportamentos e atitudes mentais funcionam como verdadeiros vilões do descanso noturno. A pesquisa mapeou o comportamento dos participantes para entender por que certas pessoas conseguem desligar ao encostar a cabeça no travesseiro, enquanto outras entram em um ciclo vicioso de preocupações e vigília. No centro da investigação está a constatação de que o sono não é apenas influenciado por fatores externos, como barulho, luz ou consumo de cafeína, mas também por uma forte predisposição interna ligada ao temperamento e à individualidade. Os autores do estudo detalham que indivíduos com perfis marcados por altos níveis de neuroticismo, ansiedade e hiperatividade mental apresentam um risco consideravelmente maior de desenvolver quadros crônicos de insônia. Esses traços psicológicos costumam se manifestar na dificuldade de modular os pensamentos ao fim do dia. Enquanto perfis mais equilibrados emocionalmente conseguem processar os acontecimentos e relaxar, aqueles com maior vulnerabilidade psicológica tendem a ruminar problemas, antecipar cenários catastróficos e manter o sistema nervoso em estado de alerta, dificultando a transição para o sono profundo. A pesquisa da USP e da Fepesp reforça a necessidade de olhar para os distúrbios do sono sob uma perspectiva mais ampla, que vá além da higiene do sono tradicional. Compreender o peso da personalidade abre caminho para abordagens terapêuticas mais personalizadas, integrando o tratamento da insônia ao autoconhecimento e ao acompanhamento psicológico focado na regulação emocional. Para os especialistas envolvidos no levantamento, o mapeamento desses traços em pacientes que sofrem com a falta de sono crônica pode transformar o diagnóstico clínico no Brasil. Em vez de apenas prescrever medicamentos indutores do sono, a tendência é buscar a raiz comportamental e cognitiva que impede o cérebro brasileiro de desligar, oferecendo alívio a quem passa noites inteiras repetindo a exaustão de não conseguir dormir.

Fonte: Polícia SC

Mais em Polícia

Ver tudo →

Entrar

Cadastrar

Redefinir senha

Digite o seu nome de usuário ou endereço de e-mail, você receberá um link para criar uma nova senha por e-mail.