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Lula confirma PEC da Tarifa Zero; Flávio tem apoio de sertanejos

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Lula confirma PEC da Tarifa Zero; Flávio tem apoio de sertanejos

Tarifa Zero no transporte e combate à abstenção: os bastidores da reta final do segundo turno Candidatos à Presidência intensificam campanha no Nordeste e Centro-Oeste com promessas de mobilidade urbana, alianças com o setor artístico e estratégias para atrair os mais de 33 milhões de eleitores que faltaram às urnas. A corrida para o Palácio do Planalto entrou em sua fase mais decisiva nesta terça-feira (20), com os candidatos à Presidência da República concentrando esforços em atos de campanha nas regiões Nordeste e Centro-Oeste do país. Enquanto o atual mandatário, Luiz Inácio Lula da Silva, anunciou o envio de uma Proposta de Emenda à Constituição (PEC) para instituir o passe livre nos transportes públicos aos finais de semana, o adversário Flávio Bolsonaro buscou consolidar apoios no interior goiano ao lado de expoentes da música sertaneja. Em passagem por São Luís, no Maranhão, o candidato Luiz Inácio Lula da Silva (PT) convocou uma coletiva de imprensa para confirmar a assinatura da chamada PEC da Tarifa Zero, marcada para esta quarta-feira (21). A iniciativa governamental pretende aproveitar a recente aprovação do fim da jornada de trabalho em escala 6×1 para garantir que a população disponha de um dia adicional de folga dedicado ao lazer com gratuidade nos deslocamentos urbanos. De acordo com o candidato à reeleição, a medida começará a valer a partir do próximo ano, assegurando que o transporte público seja totalmente gratuito aos sábados e domingos. Durante a caminhada pelas ruas da capital maranhense, o petista também declarou publicamente que esta representa sua última disputa eleitoral ao cargo máximo do Executivo federal, projetando um quarto mandato voltado à consolidação de políticas sociais de impacto. Entre as prioridades de um eventual novo governo, Lula destacou a universalização do programa Pé-de-Meia para estudantes do ensino médio e a criação de uma versão universitária do incentivo financeiro. O programa original, implementado em 2024 pelo governo federal, consiste em um benefício educacional voltado a combater a evasão escolar e garantir a conclusão dos estudos na rede pública. A agenda do candidato petista seguiu para o interior nordestino com uma passeata conjunta entre as cidades de Juazeiro, na Bahia, e Petrolina, em Pernambuco. A mobilização cruzou a Ponte Presidente Dutra sobre o Rio São Francisco, servindo de palco para um apelo direto aos eleitores com foco no combate à abstenção eleitoral registrada no primeiro turno de 2026. Os dados oficiais apontam um recorde histórico de ausências nas urnas, somando 33,4 milhões de eleitores que deixaram de votar, o que corresponde a 21,08% do eleitorado nacional. Diante desse cenário, a campanha governista aposta na mobilização porta a porta e no convencimento de eleitores indecisos ou idosos para reverter o quadro e ampliar a base de votos na reta decisiva da disputa. Ainda durante os atos públicos, Lula reforçou o desafio lançado ao oponente durante o debate televisivo promovido pela TV Bandeirantes. O petista reiterou o compromisso de abrir o próprio sigilo bancário e telefônico, estendendo a exigência aos familiares, caso o adversário adote a mesma postura. Segundo o candidato do PT, o oponente não teria condições políticas de comparecer ao próximo debate, agendado para esta sexta-feira (23) na TV Globo, caso recuse o desafio. Do outro lado do espectro político, o candidato Flávio Bolsonaro (PL) centrou sua estratégia de campanha no estado de Goiás, onde participou de encontros políticos e reuniões com importantes nomes da música sertaneja, incluindo os cantores Gusttavo Lima e Zezé Di Camargo. Posteriormente, o postulante ao Planalto gravou um material de campanha na residência de Gusttavo Lima, reforçando o tom de renovação política e prometendo dedicação integral às demandas sociais prioritárias. Em seu discurso aos eleitores, o candidato do PL abordou temas sensíveis como a segurança pública, o endividamento das famílias e a alta carga tributária, afirmando que o país atravessa um momento de crise generalizada no custo de vida. O presidenciável criticou o cenário econômico atual e apontou dificuldades financeiras enfrentadas inclusive por produtores do setor de entretenimento para manter o acesso da população a eventos culturais. Ao pedir votos para o segundo turno, Flávio Bolsonaro defendeu que o pleito atual superou a tradicional polarização partidária entre esquerda e direita, transformando-se em um movimento popular unificado em prol de mudanças estruturais na gestão do país. A cobertura jornalística diária da agenda dos presidenciais segue organizada por meio de um sistema de rodízio de equipes, acompanhando os passos dos candidatos na disputa voto a voto pela Presidência da República.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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