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Jovem de 17 anos relata cárcere privado e agressões em Morro da Fumaça

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Jovem de 17 anos relata cárcere privado e agressões em Morro da Fumaça

Violência doméstica em Morro da Fumaça: jovem de 17 anos é resgatada após cárcere privado e agressões com barra de ferro Vítima era mantida trancada em casa pelo companheiro de 22 anos; espancamentos ocorriam na frente dos filhos pequenos do casal e polícia precisou ser acionada. Uma jovem de 17 anos foi resgatada pelas autoridades policiais na última sexta-feira (16) no bairro Capelinha, em Morro da Fumaça, após relatar ter sido mantida em cárcere privado e sofrer graves agressões físicas por parte do companheiro, um jovem de 22 anos. O caso de violência doméstica, que comoveu a região sul catarinense, veio à tona após a vítima conseguir acionar o socorro e relatar às autoridades que era impedida de deixar a própria residência, localizada na rua Giacomo Bortolon. De acordo com o registro oficial prestado às autoridades de segurança pública, a adolescente sofria agressões físicas frequentes e violentas. Em um dos episódios mais graves relatados pela vítima, o suspeito utilizou uma barra de ferro para agredi-la. Ao ser acolhida pelas equipes de atendimento, a jovem apresentava diversos hematomas visíveis na região da face e em outras partes do corpo, evidenciando a intensidade da violência a que era submetida. O cenário de terror psicológico e físico era agravado pela presença dos filhos do casal no ambiente das agressões. Conforme as informações apuradas durante o atendimento à ocorrência, os espancamentos aconteciam na frente de um bebê de oito meses e de uma criança de um ano e nove meses. No relato prestado aos policiais, a adolescente destacou o profundo temor que sentia pela segurança e integridade física dos filhos, afirmando não suportar mais a situação de risco constante. Diante da gravidade da denúncia, a Polícia Militar conduziu o suspeito até a Central de Flagrantes, onde a ocorrência foi formalmente registrada para os devidos procedimentos legais. O homem agora permanece à disposição da Justiça, enquanto o caso segue sob investigação para esclarecer todas as circunstâncias e definir a responsabilização criminal pelos atos cometidos. A rede de proteção à infância e à juventude também foi acionada imediatamente para intervir na situação familiar. O Conselho Tutelar compareceu ao local para adotar todas as medidas protetivas e cabíveis em relação aos dois filhos do casal, garantindo o abrigo e a segurança das crianças diante do contexto de vulnerabilidade extrema em que viviam. As investigações continuam em andamento pelos órgãos competentes para acompanhar a recuperação da vítima e dar o devido andamento ao processo legal.

Fonte: Sul in Foco

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