Condenado a 16 anos de prisão homem que matou ex-colega a pauladas em Criciúma por vingança Tribunal do Júri considerou o crime triplamente qualificado; investigação apontou que o réu culpava a vítima pela própria demissão do emprego. Um homem de 38 anos foi condenado a 16 anos e quatro meses de reclusão pelo homicídio triplamente qualificado de um homem de 47 anos, em um crime registrado no bairro Pinheirinho, em Criciúma, no Sul catarinense. A sentença foi proferida pelo Tribunal de Justiça de Santa Catarina durante sessão do Tribunal do Júri realizada nesta quinta-feira (15). Conforme a denúncia apresentada pelo Ministério Público, a agressão ocorreu em junho de 2025. Na ocasião, o réu e um segundo envolvido retiraram a vítima à força de dentro de uma lanchonete e passaram a desferir diversos golpes com um pedaço de madeira. Os ataques atingiram principalmente a cabeça e o tórax da vítima, que não resistiu aos ferimentos e faleceu oito dias depois do ataque, em decorrência de um quadro de pneumonia agravado por traumatismo nos órgãos intratorácicos. A acusação sustentou durante o processo que a motivação do crime foi o sentimento de vingança. Segundo as investigações, o condenado culpava a vítima pela perda do seu emprego e decidiu tirar satisfações de forma violenta. Os jurados acolheram integralmente as teses do Ministério Público e reconheceram três qualificadoras para o homicídio. Ficou estabelecido que o crime foi cometido por motivo fútil ou torpe ligado à vingança profissional, mediante o emprego de meio cruel devido à intensidade e quantidade de golpes aplicados, e com a utilização de recurso que dificultou a defesa da vítima, que foi surpreendida e imobilizada antes de ser espancada. Como o réu já estava preso preventivamente durante o andamento da instrução processual, a Justiça negou a ele o direito de recorrer da decisão em liberdade, determinando a manutenção da prisão. Além da pena privativa de liberdade em regime fechado, o Tribunal do Júri fixou o pagamento de R$ 20 mil em indenização por danos morais aos sucessores da vítima, valor que deverá ser acrescido de juros e correção monetária. A decisão ainda pode ser contestada por meio de recursos junto ao Tribunal de Justiça de Santa Catarina. Por envolver trâmites legais sensíveis e detalhes acautelados, o processo completo tramita sob segredo de justiça.
Fonte: Sul in Foco







