Alerta falso em Criciúma: trabalhador da Celesc com rosto coberto é confundido com ladrão Imagem capturada por câmera de segurança se espalhou rapidamente por grupos de WhatsApp, gerando pânico entre moradores de condomínios antes de ser desmentida pelas autoridades. Um trabalhador da Centrais Elétricas de Santa Catarina (Celesc) teve o rosto associado a uma falsa onda de furtos em edifícios de Criciúma, no Sul catarinense, após ser confundido com um criminoso por moradores que compartilharam imagens de câmeras de segurança na última semana. O caso ganhou forte repercussão em aplicativos de mensagens e gerou apreensão em diversos condomínios da cidade, exigindo esclarecimentos urgentes por parte das autoridades de segurança pública e da própria concessionária de energia elétrica. A confusão teve início quando um morador registrou a movimentação de um funcionário da companhia que realizava serviços operacionais na região. Utilizando equipamentos de proteção e com o rosto parcialmente coberto — uma medida comum para proteção solar ou procedimentos técnicos da categoria —, o profissional foi filmado pelo sistema de monitoramento de um prédio. A gravação foi repassada para grupos de WhatsApp acompanhada de um texto que alertava falsamente sobre a suposta presença de um ladrão rondando condomínios residenciais. Com a viralização rápida do conteúdo, o boato se espalhou por diferentes bairros de Criciúma, provocando clima de insegurança entre síndicos e moradores. Diante da repercussão do caso, a Polícia Militar e a administração da Celesc precisaram intervir para acalmar a população e esclarecer os fatos, desmentindo categoricamente a acusação de tentativa de furto e confirmando que a pessoa nas imagens era um funcionário devidamente uniformizado e em horário de trabalho. Especialistas em segurança digital e autoridades policiais alertam que a propagação de informações não verificadas em redes sociais pode causar danos graves à reputação de trabalhadores honestos, além de sobrecarregar os canais de atendimento policial com chamados desnecessários. O episódio em Criciúma serve como mais um alerta para a necessidade de checagem de fatos antes do compartilhamento de conteúdos alarmantes em plataformas digitais, reforçando que qualquer suspeita real de crime deve ser encaminhada diretamente aos órgãos competentes por meio do telefone de emergência, e não convertida em boatos virtuais.
Fonte: Jornal Razão







