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Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras com tirzepatida e retatrutida sem registro sanitário no Brasil

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Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras com tirzepatida e retatrutida sem registro sanitário no Brasil

Anvisa proíbe venda de canetas emagrecedoras irregulares com tirzepatida e retatrutida no Brasil A medida publicada no Diário Oficial da União atinge produtos sem registro sanitário e reforça o alerta das autoridades sobre os riscos à saúde no uso de substâncias manipuladas e comercializadas sem autorização. A Agência Nacional de Vigilância Sanitária determinou nesta quarta-feira a proibição da comercialização, distribuição, fabricação, propaganda e uso de canetas emagrecedoras contendo os princípios ativos tirzepatida e retatrutida que não possuem registro sanitário válido no Brasil. A decisão, oficializada por meio de resolução publicada no Diário Oficial da União, acende um alerta nacional sobre o mercado irregular de medicamentos voltados para o tratamento da obesidade e o controle de peso, que têm registrado alta procura e forte repercussão nas redes sociais e plataformas digitais. A medida restritiva alcança diretamente produtos que utilizam substâncias avançadas da classe dos peptídeos, frequentemente manipulados e vendidos por canais não autorizados sem a devida chancela do órgão regulador federal. A tirzepatida, que já possui versões regulamentadas no país para indicações específicas, e a retatrutida, um composto ainda em fases avançadas de pesquisa clínica internacional, têm sido comercializadas de maneira clandestina sob a promessa de emagrecimento rápido, muitas vezes em formato de dispositivos injetáveis conhecidos popularmente como canetas. Com a publicação da resolução no Diário Oficial da União, órgãos de fiscalização sanitária estaduais e municipais ficam autorizados a intensificar as inspeções em farmácias de manipulação, clínicas de estética e e-commerces que ofereçam esses itens ao consumidor. A determinação da Anvisa visa coibir a circulação de fórmulas sem garantia de eficácia, segurança e qualidade, fabricadas à margem das Boas Práticas de Fabricação exigidas pela legislação brasileira vigente. A comercialização de medicamentos sem registro no país configura infração sanitária grave e coloca em risco iminente a saúde pública. Especialistas em saúde alertam que o uso de substâncias injetáveis sem o devido acompanhamento médico especializado e sem a procedência garantida por laboratórios certificados pode provocar reações adversas graves, complicações metabólicas e danos severos a órgãos vitais. A recomendação dos órgãos reguladores é de que os pacientes suspendam imediatamente o uso de produtos de origem desconhecida e denunciem práticas irregulares de venda aos canais oficiais de atendimento ao consumidor da agência.

Fonte: Polícia SC

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