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Show da natureza: Cataratas do Iguaçu registram vazão 8 vezes maior do que o normal no Paraná

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Show da natureza: Cataratas do Iguaçu registram vazão 8 vezes maior do que o normal no Paraná

Cataratas do Iguaçu registram vazão oito vezes acima da média com 11,8 milhões de litros por segundo Fenômeno climático eleva o volume de água no Paraná, provoca a interdição da passarela principal no lado brasileiro e suspende temporariamente a visitação no Parque Nacional Iguazú, na Argentina. As Cataratas do Iguaçu, um dos principais cartões-postais do turismo brasileiro e mundial, registraram nesta segunda-feira (12) uma das marcas mais impressionantes de 2026, alcançando uma vazão de 11,8 milhões de litros de água por segundo. O volume, que é aproximadamente oito vezes superior à média normal estipulada para o Rio Iguaçu, transformou a paisagem na fronteira do Paraná e mobilizou as equipes de gestão e segurança dos parques nacionais do Brasil e da Argentina diante do espetáculo da natureza e dos riscos associados à cheia repentina. Com a elevação drástica no fluxo de água, a tradicional passarela que leva os visitantes bem perto da Garganta do Diabo, no lado brasileiro em Foz do Iguaçu, precisou ser interditada preventivamente. A medida tem como objetivo garantir a segurança dos turistas e dos trabalhadores do parque, uma vez que a força da água e o impacto dos respingos na estrutura exigem monitoramento constante. No lado argentino, a situação exigiu uma decisão ainda mais drástica por parte das autoridades locais, que suspenderam completamente a visitação ao Parque Nacional Iguazú por ao menos um dia para avaliar os impactos da cheia histórica e assegurar que não haja riscos estruturais nas passarelas suspensas sobre os saltos. O transbordamento e o aumento expressivo na vazão do Rio Iguaçu são reflexos diretos de fortes chuvas registradas nas regiões bacia acima, cujos volumes desaguam rapidamente no leito principal do rio. Especialistas em monitoramento ambiental explicam que o sistema de alerta das cataratas funciona diuturnamente para mensurar essas oscilações, permitindo que a gestão do Parque Nacional do Iguaçu adote protocolos rigorosos de segurança sempre que o patamar de vazão ultrapassa os limites considerados seguros para a circulação de pedestres nas passarelas inferiores e centrais. Apesar dos transtornos operacionais e do fechamento temporário de trechos de contemplação, o fenômeno atrai olhares e reforça a grandiosidade do ecossistema da região sul do país. Turistas que se encontram em Foz do Iguaçu buscam pontos alternativos de observação nos mirantes superiores, que continuam liberados e oferecem uma perspectiva panorâmica incomparável da força monumental das quedas d’água sob o impacto da cheia recorde deste ano. As equipes técnicas dos parques brasileiro e argentino seguem em regime de prontidão, acompanhando a evolução dos níveis do rio ao longo das próximas horas. A reabertura total das passarelas e a normalização do acesso aos mirantes argentinos dependem exclusivamente da medição da descida das águas e da vistoria de engenharia que ateste a integridade física das estruturas metálicas e de concreto que compõem os circuitos turísticos da atração.

Fonte: Jornal Razão últimas notícias

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