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Em Aparecida, Alckmin pede isenção da Justiça Eleitoral

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Em Aparecida, Alckmin pede isenção da Justiça Eleitoral

Alckmin defende isenção da Justiça Eleitoral e reforça liberdade de expressão em Aparecida Vice-presidente comentou em São Paulo a decisão sobre remoção de canal no WhatsApp e negou polêmicas envolvendo tradições religiosas e a padroeira do país. O vice-presidente da República e candidato à reeleição, Geraldo Alckmin, defendeu nesta segunda-feira (12) que a Justiça Eleitoral atue com absoluta isenção e seja a principal guardiã da liberdade de expressão no país. As declarações foram dadas durante visita ao Santuário Nacional de Aparecida, no interior paulista, após o vice-presidente participar da missa solene em louvor a Nossa Senhora Aparecida, data em que o Brasil celebra os 95 anos da padroeira. A manifestação de Alckmin ocorreu no contexto de divergências recentes dentro do Tribunal Superior Eleitoral relacionadas a canais de comunicação digital. No último domingo (11), o presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques, determinou a retirada do ar de um canal do WhatsApp intitulado “Exército do Lula”, após um pedido apresentado pela defesa do candidato Flávio Bolsonaro, que alegava a disseminação de conteúdos falsos na plataforma. No entanto, a decisão foi revertida pelo corregedor-geral eleitoral, ministro Ricardo Villas Bôas Cuêva, que ordenou a imediata reativação do canal. Na mesma segunda-feira, um relatório elaborado pela equipe técnica do TSE confirmou que não foram encontradas publicações falsas ou irregulares no espaço virtual, criado para manifestações de apoio à campanha à reeleição do presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Questionado por jornalistas sobre a atuação da Justiça Eleitoral e se haveria sinais de parcialidade, Alckmin pontuou que o cenário atual é marcado por diversas queixas de plataformas e usuários. Segundo o vice-presidente, o momento exige serenidade institucional para garantir que o processo político transcorra dentro dos parâmetros democráticos e constitucionais. O que a gente ouve é muita reclamação, de plataformas que estariam derrubando os sites, derrubando manifestações, afirmou o candidato durante entrevista coletiva concedida após as celebrações religiosas. Ele reforçou que a expectativa em relação à Justiça Eleitoral é de que mantenha uma postura rigorosamente neutra e protetora das garantias individuais e coletivas. Vamos aguardar, eu acho que é importante a justiça ser isenta, ser guardiã da liberdade, da liberdade de expressão, da liberdade política, completou Alckmin, enfatizando a importância do equilíbrio entre a fiscalização do pleito e a preservação do debate público. Durante a agenda em Aparecida, o vice-presidente também foi interpelado sobre controvérsias recentes envolvendo a suposta intenção de grupos evangélicos ligados à campanha de Flávio Bolsonaro de questionar o título de Nossa Senhora Aparecida como padroeira do Brasil. O candidato do PL negou publicamente qualquer plano de destituir a santa de sua posição de abrangência nacional. Ao comentar o episódio, Alckmin defendeu o respeito mútuo entre as diferentes crenças e lamentou qualquer iniciativa que busque desgastar o patrimônio cultural e religioso do país. Para o vice-presidente, o Brasil consolidou-se historicamente como uma nação pautada pela tolerância e pela convivência pacífica entre credos distintos. O Brasil é um país de paz, declarou Alckmin. Toda medida de violência, medida que vai contra as tradições, à nossa cultura religiosa, as tradições religiosas, são muito ruins. Isso vale para todos, católicos, evangélicos, cristãos, os que não são cristãos, enfim. Religião é religar, do latim religare, religar a terra ao céu. O vice-presidente aproveitou a oportunidade para relembrar marcos legais voltados à garantia do direito de crença no país, citando nominalmente uma legislação federal sancionada no primeiro mandato do atual governo. O presidente Lula promulgou em 2003 a lei da liberdade religiosa, recordou Alckmin. Nós defendemos a liberdade religiosa. Cada um pode ter a sua religião, deve respeitar a religião dos outros, até quem não tem religião merece ser respeitado, concluiu o candidato à reeleição.

Fonte: Últimas notícias agência Brasil

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