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Adolescente que baleou amigo de 14 anos estava com colegas e se irritou com bagunça, diz polícia de SC

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Adolescente que baleou amigo de 14 anos estava com colegas e se irritou com bagunça, diz polícia de SC

Tragédia em Chapecó: adolescente de 13 anos atira no rosto de melhor amigo após se irritar com bagunça Pai do autor do disparo, que é colecionador e atirador desportivo, deixou armamento acessível em casa e foi autuado por omissão de cautela; vítima de 14 anos passou por cirurgia e segue em estado grave. Um adolescente de 13 anos baleou o melhor amigo, de 14, na cabeça durante uma reunião com colegas em uma residência em Chapecó, no Oeste de Santa Catarina. O caso, que aconteceu no último sábado, ocorreu após o garoto se irritar com a bagunça feita pelos jovens no local, de acordo com as investigações conduzidas pela Polícia Civil. A vítima foi atingida no rosto, passou por um procedimento neurocirúrgico de urgência e permanece internada em estado grave, porém estável, no Hospital Regional do Oeste. Segundo as autoridades policiais, o atirador acessou uma pistola guardada na residência cujo proprietário é seu pai, identificado como colecionador, atirador desportivo e caçador, conhecido pela sigla CAC. No momento da ocorrência, o homem não estava em casa, mas o armamento foi deixado em um local de fácil acesso aos menores de idade. Diante da negligência, o pai foi autuado em flagrante por omissão de cautela pelas autoridades competentes. Durante o atendimento à ocorrência, as equipes policiais realizaram diligências no imóvel e apreenderam um arsenal que incluía uma pistola Taurus PT92, uma carabina Puma calibre .357, além de diversos carregadores e centenas de munições. A polícia agora aguarda a evolução dos laudos periciais e atualizações do boletim médico para esclarecer a dinâmica exata do disparo, investigando, inclusive, se a bala atingiu o adolescente diretamente ou se houve ricochete antes do impacto. O caso teve desdobramentos judiciais rápidos após a manifestação do Ministério Público de Santa Catarina. O órgão ministerial solicitou a internação provisória do adolescente autor do disparo, sustentando que havia indícios sólidos de autoria e materialidade para o enquadramento do ato infracional análogo à tentativa de homicídio. O MP destacou ainda a extrema gravidade da ocorrência, a necessidade de proteção integral dos envolvidos e a insuficiência de medidas socioeducativas mais brandas no momento. Os pedidos do Ministério Público, que incluíram a determinação da internação provisória, a realização de exames periciais, a obtenção do prontuário médico da vítima e avaliações psicossociais para o adolescente e seus familiares, foram integralmente aceitos pela Justiça. A magistrada responsável pelo caso apontou a gravidade concreta do episódio para fundamentar a medida cautelar restritiva de liberdade, conforme as diretrizes estabelecidas pelo Estatuto da Criança e do Adolescente para menores inimputáveis penalmente. A defesa da família do adolescente responsável pelo disparo emitiu uma nota oficial prestando solidariedade à vítima e aos familiares do jovem ferido. No comunicado, os advogados enfatizaram que os dois garotos eram melhores amigos, confidentes inseparáveis, e que a tragédia ocorreu durante um momento de brincadeira entre eles, sem qualquer intenção de ferir. A defesa afirmou ainda que, logo após o disparo acidental, o próprio atirador entrou em desespero, buscou socorro com os vizinhos e permanece em estado de choque e inconsolável desde o ocorrido, reforçando a confiança no Poder Judiciário para o esclarecimento dos fatos.

Fonte: G1 Santa Catarina

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