Ato em Goiânia tem boneco da deputada Júlia Zanatta chicoteado por manifestantes com placa “Sinhá Zanatta no tronco” Manifestação pró-governo realizada em Goiás neste domingo gerou repercussão nacional após militantes utilizarem um simulacro com o rosto da parlamentar catarinense acompanhado de os dizeres alusivos à escravidão. Um ato político realizado em Goiânia neste domingo ganhou repercussão nacional após manifestantes utilizarem um boneco com o rosto da deputada federal Júlia Zanatta (PL-SC) para simular agressões físicas com um chicote. A mobilização, que ocorreu em favor do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, contou com a exibição de um mastro onde a representação da parlamentar catarinense foi pendurada, acompanhada por uma placa com os dizeres “Sinhá Zanatta no tronco”. A cena rapidamente circulou nas redes sociais e gerou forte debate político, polarizando ainda mais o cenário entre apoiadores do atual governo e parlamentares da oposição. O episódio ocorre poucos dias após a própria deputada federal protagonizar uma controvérsia em Santa Catarina, quando utilizou um relho — instrumento tradicionalmente usado para conduzir animais — para comemorar a sua reeleição e o avanço de sua base política no estado sulista. O uso do boneco e as cenas de aparente violência simbólica durante o ato em Goiânia acirraram os ânimos no parlamento e nas plataformas digitais. A repercussão do caso uniu aliados da deputada na defesa de sua integridade física e moral, enquanto organizadores e participantes da manifestação em Goiás argumentaram que a encenação faz parte da liberdade de expressão e da sátira política característica de protestos populares no país. Até o momento, parlamentares da bancada catarinense e lideranças do Partido Liberal preparam medidas de repúdio formal nas instâncias legislativas, enquanto defensores do ato sustentam que a manifestação expressa o descontentamento popular com as pautas defendidas pela deputada em Brasília. O episódio segue mobilizando debates sobre os limites da polarização política e do uso de figuras simbólicas em manifestações públicas no Brasil.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







