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Infarto em mulheres: cansaço intenso pode ser sinal de alerta

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Infarto em mulheres: cansaço intenso pode ser sinal de alerta

Infarto em mulheres: quando o cansaço extremo esconde um grave risco cardíaco Especialistas alertam que os sintomas de problemas no coração no público feminino costumam ser silenciosos e diferem dos sinais clássicos, exigindo atenção redobrada aos exames preventivos. O que parecia ser apenas uma exaustão rotineira revelou-se, na verdade, um alerta silencioso para um problema cardíaco grave que quase passou despercebido. A história de Yone Reis, que conviveu por semanas com um cansaço intenso antes de receber o diagnóstico correto, ilustra um desafio frequente na medicina: a dificuldade de identificar manifestações de infarto em mulheres, cujos sinais muitas vezes divergem drasticamente do clássico aperto no peito associado aos homens. O caso de Yone evidencia como os sintomas atípicos podem ser facilmente confundidos com estresse, cansaço físico comum, distúrbios do sono ou problemas gastrointestinais. Durante semanas, ela sentiu uma fadiga desproporcional às suas atividades diárias, um cenário que atrasou a busca por ajuda especializada e colocou sua vida em risco. A experiência dela serve agora como um alerta para a necessidade urgente de conscientização sobre como o infarto se manifesta no público feminino. Diferente do quadro tradicional de dor súbita e intensa que irradia para o braço esquerdo, as mulheres tendem a apresentar um leque de sintomas mais sutis e difusos. Entre os sinais mais comuns relatados por cardiologistas estão a fadiga extrema, falta de ar, tontura, indigestão, enjoos e dores nas costas ou no maxilar. Por serem manifestações genéricas, muitas pacientes acabam negligenciando o quadro ou recebendo diagnósticos tardios em unidades de saúde. Especialistas reforçam que a falta de informação sobre essas diferenças de gênero no infarto é um dos principais fatores que elevam a mortalidade entre as mulheres. O reconhecimento tardio dos sinais faz com que o atendimento médico ocorra quando o músculo cardíaco já sofreu danos significativos. Por isso, médicos recomendam que qualquer alteração persistente no bem-estar físico, especialmente quando acompanhada de falta de ar inexplicável e cansaço profundo, seja investigada imediatamente com exames cardiológicos. A jornada enfrentada por Yone Reis reforça a importância de escutar o próprio corpo e de desmistificar a ideia de que o infarto se manifesta sempre da mesma forma. A conscientização sobre esses sintomas menos óbvios é uma ferramenta vital para salvar vidas, garantindo que mais mulheres cheguem ao diagnóstico a tempo de evitar tragédias e iniciar o tratamento adequado com rapidez e segurança.

Fonte: Polícia SC

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