Eleições Rio de Janeiro: Douglas Ruas atinge 50,88% e vence em 1º turno após retotalização do TRE Nova apuração da Justiça Eleitoral do Rio de Janeiro ocorreu neste sábado após a anulação dos votos de Anthony Garotinho, alterando o resultado da disputa para o Palácio Guanabara. O candidato a governador do Rio de Janeiro Douglas Ruas (PL) alcançou 50,88% dos votos válidos do primeiro turno das eleições estaduais, após uma retotalização realizada pelo Tribunal Regional Eleitoral do Rio de Janeiro (TRE-RJ) neste sábado (10). Com o novo cálculo, o postulante ultrapassa a marca de 50% exigida pela legislação brasileira para a definição do chefe do Executivo estadual ainda na primeira etapa do pleito. O resultado foi confirmado pelo presidente do TRE-RJ, desembargador Cláudio Mello Tavares. Segundo o magistrado, o candidato mais votado atingiu mais da metade dos votos válidos, cenário suficiente para garantir a vitória direta nas urnas. Em segundo lugar na disputa ficou o candidato Eduardo Paes (PSD), que terminou com 44,16% dos votos válidos após a recontagem oficial. A retotalização dos votos no estado do Rio de Janeiro tornou-se necessária por determinação da Justiça Eleitoral após o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) declarar nulos os 274.411 votos recebidos por Anthony Garotinho (Republicanos), o que correspondeu a 3,71% do total registrado inicialmente. Com a exclusão desse montante da base de cálculo dos votos válidos, os percentuais dos demais concorrentes precisaram ser recalculados. Anthony Garotinho havia disputado o pleito sub judice, com a situação eleitoral pendente de definições judiciais. O TRE-RJ o considerara inelegível devido a uma condenação por improbidade administrativa, mas o político obteve o direito de concorrer e figurar nas urnas enquanto recorria. Antes da votação, o ministro relator Floriano de Azevedo Marques decidiu pelo registro dos votos como anulação sub judice, embora o ministro Nunes Marques tenha determinado, no domingo da eleição, que fossem contabilizados provisoriamente como válidos. Na segunda-feira seguinte ao pleito, Garotinho tentou desistir do recurso em andamento. No entanto, o TSE rejeitou a desistência e julgou o mérito do caso nesta quinta-feira (8), oficializando a anulação dos votos. Antes dessa exclusão, Douglas Ruas acumulava 4.271.199 votos, o equivalente a 49,27% dos válidos, enquanto Eduardo Paes detinha 3.706.984 votos, correspondentes a 42,76%. O presidente do TRE-RJ fez questão de ressaltar que a alteração no panorama da eleição fluminense não decorre da inserção de novos dados. Conforme apontado pelo desembargador Cláudio Mello Tavares, os votos contabilizados são exatamente os mesmos depositados pelos eleitores nas urnas eletrônicas no dia 4 de outubro, sendo modificada exclusivamente a base matemática de cálculo. Com a nova configuração do pleito, o TRE-RJ estabeleceu um cronograma rigoroso para os próximos passos institucionais. A partir da divulgação oficial dos dados retotalizados, passa a valer o prazo de três dias para a publicidade dos resultados, seguido por um período de dois dias destinado à apresentação de eventuais recursos pelas partes interessadas. Superada essa fase de contestações, a Corte realizará uma sessão plenária para julgamento dos recursos. Caso todas as etapas recursais sejam vencidas sem alterações, a sessão solene de proclamação e anúncio formal de Douglas Ruas como governador eleito do Rio de Janeiro foi agendada para o dia 15 de outubro, às 15h, na sede do TRE-RJ. O tribunal informou ainda que os preparativos logísticos e a propaganda eleitoral referentes a um eventual segundo turno para o governo estadual seguem suspensos até que o plenário conclua a proclamação oficial do vencedor. Diante do novo cenário jurídico e da confirmação do resultado matemático, o segundo colocado na disputa, Eduardo Paes, declarou que desistiu da própria candidatura. Em nota oficial divulgada na sexta-feira (9), o candidato do PSD afirmou que, embora a maioria do eleitorado fluminense tenha se manifestado nas urnas a favor de um segundo turno, as decisões emanadas da Justiça Eleitoral devem ser cumpridas e respeitadas institucionalmente.
Fonte: Últimas notícias agência Brasil







