Tempestade geomagnética atinge a Terra nesta sexta-feira com ventos solares a 560 km/s e risco de auroras Fenômeno provocado por uma ejeção de massa coronal pode alcançar o nível G2 e ampliar a visibilidade de auroras boreais para latitudes inferiores à habitual. Uma poderosa tempestade geomagnética originada no Sol está viajando em direção à Terra a uma velocidade impressionante de 560 quilômetros por segundo e tem chegada prevista para esta sexta-feira, dia 9 de outubro. O fenômeno é resultado direto de uma ejeção de massa coronal, evento em que grandes quantidades de plasma e campos magnéticos solares são arremessados no espaço interplanetário, com potencial para interagir com a magnetosfera terrestre e provocar exibições luminosas incomuns em regiões mais ao sul do globo. De acordo com as projeções científicas para o evento, a perturbação magnética tem capacidade de atingir o nível G2 na escala oficial de tempestades geomagnéticas, que vai de G1 a G5. Embora essa classificação indique um distúrbio de intensidade moderada, especialistas alertam que a dinâmica do vento solar no espaço profundo é complexa e os horários exatos da chegada à atmosfera terrestre ainda podem sofrer alterações conforme novas análises sejam concluídas pelos centros de monitoramento espacial. A principal expectativa em torno dessa atividade solar é a possibilidade real de expansão do cinturão de auroras, permitindo que as luzes do norte sejam observadas em latitudes bem mais baixas do que o usual. Esse tipo de deslocamento ocorre quando partículas energizadas do Sol penetram mais profundamente nas camadas superiores da atmosfera terrestre, reagindo com gases como oxigênio e nitrogênio para criar os espetáculos visuais característicos das altas latitudes. Apesar de o nível G2 não representar riscos severos para a infraestrutura crítica da Terra, tempestades geomagnéticas dessa magnitude ainda exigem atenção de operadores de satélites, redes de energia elétrica e sistemas de comunicação. Variações sutis no campo magnético terrestre podem gerar flutuações em redes de distribuição de eletricidade em regiões de alta latitude e impor correções de trajetória em espaçonaves em órbita baixa, embora impactos significativos para o cidadão comum sejam improváveis. Os centros de previsão meteorológica espacial continuam monitorando o avanço da nuvem de plasma solar em tempo real para refinar os horários de impacto e a intensidade exata da tempestade. Como a trajetória e a velocidade do vento solar podem sofrer pequenas variações de última hora, cientistas reforçam que a exatidão sobre quais regiões específicas conseguirão visualizar o fenômeno luminoso com clareza só poderá ser confirmada horas antes do início da atividade geomagnética.
Fonte: Polícia SC







