Golpe das falsas intimações em SC: Hackers movimentam milhões com criptomoedas Investigação policial revela esquema criminoso em Santa Catarina que utilizava documentos falsos do judiciário para esvaziar carteiras de autocustódia de vítimas, acumulando milhões em ativos virtuais. Uma investigação conduzida em Santa Catarina revelou um sofisticado esquema cibernético em que hackers utilizavam falsas intimações judiciais para enganar vítimas e desviar cerca de R$ 7,66 milhões em ativos virtuais de carteiras de autocustódia. A fraude, que chamou a atenção das autoridades pela alta complexidade técnica e pelo volume financeiro movimentado, utilizava documentos falsificados com a aparência de notificações oficiais do poder público para induzir os alvos ao erro e obter acesso às suas chaves privadas e criptoativos. De acordo com as informações divulgadas pelas autoridades policiais que conduziram o caso, o montante de aproximadamente R7,66 milhões foi subtraído diretamente de carteiras digitais de autocustódia, locais onde os próprios usuários mantêm o controle absoluto de suas chaves e criptomoedas, sem a intermediação de exchanges tradicionais. A escolha desse tipo de armazenamento pelos criminosos evidencia um alvo altamente específico, voltado a investidores de criptoativos que geralmente possuem maior valor imobilizado em portfólios descentralizados. O modus operandi dos criminosos consistia no envio de comunicações fraudulentas que simulavam intimações oficiais, gerando um senso de urgência e cumprimento legal nas vítimas. Ao abrirem os arquivos maliciosos ou seguirem as instruções contidas nas falsas ordens judiciais, os usuários acabavam comprometendo a segurança de seus dispositivos e permitindo que os hackers acessassem as carteiras digitais. Com o controle das informações de segurança, os criminosos realizavam as transferências dos ativos virtuais de forma rápida e fracionada para dificultar o rastreamento. A investigação policial em Santa Catarina destaca os riscos crescentes associados a golpes digitais que misturam engenharia social e artifícios tecnológicos sofisticados. Especialistas em segurança da informação alertam que órgãos públicos não utilizam links diretos para downloads de arquivos executáveis ou solicitações de acesso a chaves privadas e carteiras de criptomoedas por meio de intimações eletrônicas. O caso segue sob apuração para identificar todos os envolvidos na rede criminosa e buscar a recuperação dos valores subtraídos das vítimas.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







