Mulheres lideram votação em Santa Catarina e igualam recorde histórico na Alesc Com votações expressivas que figuram entre as maiores do pleito, parlamentares femininas garantem espaço na Assembleia Legislativa, mas representatividade ainda evidencia desigualdade na ocupação das cadeiras. As eleições em Santa Catarina marcaram um momento importante para a representatividade política feminina ao registrar a liderança de candidatas na votação geral e igualar o recorde histórico de deputadas eleitas para a Assembleia Legislativa do Estado, a Alesc, consolidando a presença das mulheres no parlamento catarinense. Apesar do feito histórico na contagem de votos, a ocupação das cadeiras no Legislativo estadual ainda reflete um cenário de disparidade, com as deputadas ocupando apenas 12,5% do total de vagas disponíveis na Casa, o que demonstra que, embora o eleitor tenha demonstrado preferência por nomes femininos no topo da preferência popular, a proporção geral de parlamentares mulheres na Alesc permanece em patamares reduzidos. O destaque do pleito ficou por conta das parlamentares Ana Campagnolo e Luciane Carminatti, que alcançaram as maiores votações de todo o processo eleitoral no estado, impulsionando a bancada feminina e mostrando força política perante o eleitorado catarinense em diferentes espectros ideológicos. A consolidação desse patamar de eleitas empata com o recorde histórico de representação feminina já registrado anteriormente na Alesc, mantendo a proporção de 12,5% das cadeiras sob o comando de mulheres, um indicador que analistas políticos apontam como estagnado, apesar do protagonismo exercido pelas líderes mais votadas nas urnas. O cenário reforça o debate sobre a participação das mulheres na política catarinense, evidenciando, por um lado, a capacidade de liderar a preferência do eleitorado em termos de volume de votos e, por outro, a barreira estrutural que ainda limita uma presença mais equitativa no parlamento estadual. A expectativa para a atuação dessas parlamentares na Alesc gira em torno da consolidação de pautas defendidas por elas ao longo de suas campanhas, além do peso político que a votação expressiva confere a Ana Campagnolo e Luciane Carminatti na condução dos debates legislativos e na relação com o governo estadual durante o mandato.
Fonte: Jornal Razão últimas notícias







